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200 dias de gestão: avanços e desafios do novo governo

200 dias de gestão: avanços e desafios do novo governo

Entre as audiências, prefeito gosta de saborear o chimarrão 
(Foto: Marcelo Marques / Gazeta)

Os avanços e desafios da primeira administração trabalhista em Caçapava foram os temas da entrevista com o prefeito Giovani Amestoy da Silva (PDT) sobre os 200 dias à frente da Prefeitura.

O prefeito também falou sobre a avaliação do colunista da Gazeta, o economista Harri Gervásio, com relação aos dados do Índice de Desenvolvimento Econômico e Social do município (Idese), divulgados recentemente pela Fundação Estadual de Estatística (FEE) e publicados em quatro edição do jornal.

O Idese é composto por 12 indicadores, divididos em três blocos: Educação, Renda e Saúde. Conforme a classificação, são três os níveis de desenvolvimento: alto (de 0,800 a 1,0), médio (entre 0,500 e 0,799) e baixo (abaixo de 0,499).

Caçapava do Sul está no nível médio (0,687) e o crescimento no período foi de 13,74%, ocupando o 415º lugar entre os 497 municípios gaúchos. No bloco Educação a cidade ocupa a posição 327ª, em rendas, o 399º lugar e em saúde a posição 472ª.

Gazeta – Qual sua avaliação sobre os números do Idese 2014?
Prefeito – A posição de Caçapava no índice não nos surpreendeu. Já sabíamos que o município estava estagnado, vivemos na Metade Sul do Estado, uma região pobre. O resultado de todos os índices tem relação com a falta de emprego e renda, o que aumenta nosso desafio. Conversei com Harri Gervásio e pedi a ele que faça uma explanação sobre o Idese na próxima reunião do secretariado para ouvi-lo e traçarmos metas para melhorar os índices do município.

Gazeta – O senhor disse que o resultado do Idese é reflexo da falta de emprego e geração de renda. Como melhorar o índice Renda?
Prefeito – Precisamos ampliar o leque da matriz produtiva, com a diversificação de culturas. Apostamos no turismo e estamos trabalhando forte neste ponto. O projeto da Votorantim nas Minas do Camaquã e a abertura do frigorífico Frigoli irão contribuir para aumentar a renda do município, mas não podemos parar, precisamos aumentar ainda mais a oferta de emprego e geração de renda nos próximos anos.

Gazeta – Como o senhor avalia os primeiros 200 dias de sua gestão?
Prefeito – Estamos com dificuldade financeira, assim como o Estado e o Brasil, porém, não podemos ficar lamentando, temos que trabalhar para melhorar o município, para isso fomos eleitos. Acredito que tivemos avanços nas áreas de cultura e turismo, que terá reflexo em médio prazo. No turismo, estamos implantando uma visão comercial, para vender nossos produtos turísticos. A Secretaria de Obras está andando bem, os setores responsáveis por estradas, ruas, limpeza urbana e iluminação estão dando conta do serviço. Também destaco o trabalho da Secretaria da Fazenda, com o pagamento em dia dos servidores, aumento do vale-alimentação e a reposição salarial ao funcionalismo. Gostaríamos de ter dado um índice maior, mas no momento econômico atual foi o percentual que conseguimos atingir (3,58%).

Gazeta – Qual a maior dificuldade enfrentada até agora?
Prefeito – Assim como todo o País, a área da saúde é que tem mais problemas para resolver. Um deles é a remuneração dos médicos. O salário não é atrativo, se comparado a outros municípios. Estamos trabalhando para remunerar melhor os médicos e conseguirmos aumentar os atendimentos. A boa notícia é que em breve vamos inaugurar o Centro de Apoio Materno- Infantil para atendimento médico às crianças de 0 a 3 anos e gestantes.

Gazeta – Que obras pretende concluir no primeiro ano de mandato?
Prefeito – Com certeza a creche da Vila Henriques e a EMEI Pedacinho de Gente, junto ao Instituto de Educação. A reforma na EMEI está em fase de licitação e a creche estamos finalizando acerto com o Ministério da Educação. Acredito que elas estarão prontas até o início do ano letivo de 2018.

Gazeta – Quando a prefeitura começará a utilizar mão de obra prisional?
Prefeito – Justamente hoje (terça-feira, 02, dia da entrevista) tenho reunião com a juíza Paula Maurícia Brun para agilizar o andamento do projeto. Deve começar nos próximos meses, depois da aquisição das máquinas pelo Poder Judiciário. Cabe salientar, que cerca de 10 apenados do regime fechado é que irão produzir no presídio os blocos para calçamento. Apenas cinco detentos do regime semiaberto é que trabalharão nas ruas. Pelo convênio, o município vai destinar ao Estado cinco salários mínimos, referente aos apenados que trabalham fora do presídio. Os outros 10 presos terão apenas o benefício de redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados na produção dos blocos de concreto. As ruas que serão calçadas nos bairros seguirão a ordem de prioridade definida pela Prefeitura.

Gazeta – Deixe uma mensagem a população caçapavana:
Prefeito – Agradeço a confiança depositada pela comunidade ao nosso trabalho. Por onde ando sou bem recebido. Claro, também sou cobrado e as cobranças nos estimulam a trabalhar para vencer os desafios, sempre com a transparência de nossos atos.


Gazeta de Caçapava

08.08.2017 – 17h50min

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