A coordenadora Rose Andrade e a Assistente Social Dielli Barbosa Alves
(Foto: Marcelo Marques)

 

Da casa de madeira atrás da Secretária de Agropecuária para as novas instalações no bairro Floresta inaugurada em 2015, o Abrigo Bem Me Quer Professora Adriana Porto da Silva está melhorando a cada ano o atendimento de crianças e adolescentes retiradas de suas famílias por violência ou abuso sexual.

Neste ano, a instituição traçou um novo objetivo, tornar o local referência do Estado. Para isso, desde que assumiu a coordenadoria do abrigo no final do ano passado, a Orientadora Educacional e Psicopedagoga Rose Andrade e sua equipe, iniciaram o trabalho de reorganizar a casa para deixá-la conforme determina a lei.

– Logo após a posse, comecei a estudar a legislação e verifiquei que o abrigo precisa se adequar as diretrizes para atender ainda melhor as crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Desde sua fundação, a instituição não tinha um Regimento Interno e nenhum Plano de Trabalho e o prédio atual não possuía Alvará da Vigilância Sanitária e Plano de Prevenção a Incêndio. Hoje estamos trabalhando para nos adequarmos a legislação, mas algumas ações demoraram porque depende de licitação – disse Rose.

Na busca por orientação, recentemente a coordenação do Abrigo solicitou orientação da Vigilância Sanitária do Estado. No dia 16 de março uma equipe de Cachoeira esteve no município para capacitação dos profissionais e fizeram uma avaliação do abrigo. No total, foram apontadas 94 irregularidades.

Segundo Rose Andrade, de posse do laudo, que também foi enviado à Câmara de Vereadores, a instituição começou a trabalhar na adequação da casa a legislação sanitária.

– Agora temos uma diretriz para trabalhar, tudo baseado nas orientações da Vigilância Sanitária.
Além desta ação, faremos outras para tornar o abrigo uma referência no Estado. Sabemos que não será fácil, devido à falta de recursos e burocracia, mas este é o nosso objetivo, esta é a nossa meta – explica a Coordenadora.

Instituição é fiscalizada pelo Ministério Público
O Promotor de Justiça Diogo Taborda disse que o Ministério Público (MP) vê com bons olhos a manifestação da Coordenadora do Abrigo Rose Andrade, que pretende torna-lo referência estadual.

– Que bom que a Coordenadora pensa assim. Tomara que consiga atingir seus objetivos. Vejo como um ponto positivos para o município, quando se tratar de um trabalho voltado às crianças e adolescentes em vulnerabilidade social – comentou.