No acumulado de janeiro a dezembro de 2017, houve queda de 1.597 empregos com carteira assinada no agronegócio gaúcho. Esse foi o segundo ano da série histórica do agronegócio do RS com perda de empregos. No mesmo período de 2016, o saldo entre admissões e desligamentos havia sido positivo, de 1.709 empregos.

Os setores com maior fechamento de postos de trabalho em 2017 foram os de fabricação de conservas (menos 1.367 postos), de produção de sementes e mudas certificadas (menos 1.039 postos) e de produção florestal (menos 466 postos). Segundo o economista Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de

Estudos do Agronegócio da FEE, setores que enfrentam dificuldades estruturais de competitividade, como da fabricação de conservas e curtimento do couro, voltaram a demitir, o que foi determinante para o resultado negativo no ano. “Na cadeia florestal, em função de problemas técnicos, a principal fabricante de celulose do Estado interrompeu a produção por três meses, contribuindo para a redução no estoque de empregos de atividades conexas”, avalia.

Por outro lado, os setores com maior criação de vagas no ano foram os de comércio atacadista de produtores agropecuários e agroindustriais (mais 787 postos) e de abate e fabricação de produtos de carne (mais 440 postos).

Feix explica que o recorde da produção de grãos no Estado contribuiu para criação de empregos formais no setor agrícola e em atividades a ele diretamente vinculados, como o comércio atacadista e a fabricação de fertilizantes. No entanto, o pesquisador afirma que, como apenas uma parcela reduzida da ocupação na agropecuária apresenta vínculo com carteira assinada, sua contribuição para a estatística é limitada. “Na pecuária e na agroindústria da carne, apesar do desaquecimento da demanda interna e de adversidades institucionais ocorridas no primeiro semestre, o cenário melhorou ao longo do ano, refletindo-se em crescimento no número de admissões”, aponta.

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Gisele Reginato
Jornalista FEE