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Mais um inverno na pandemia

Mais um inverno na pandemia

Antes da pandemia, as estações do ano eram bem marcantes. A gente sentia quando estava no verão; o outono era aguardado com agrado pelo frescor das temperaturas; e o inverno já se sabia de cor como seria, os agasalhos eram convenientemente preparados. Saíam das arcas onde estavam esquecidos para estenderem-se ao sol e às brisas, e assim perderem o ar de abandono.

Agora, na falta do veraneio na praia, as estações se misturam, é preciso olhar na folhinha para sabermos a quantas andamos, pois os dias nos parecem todos iguais. E isso nos causa um desconforto, algo que se parece com depressão, quando não tomamos a atitude correta.

Olho desconsolada para os potes de proteção solar, que não são usados e já perderam sua validade, com certeza.  Ao passo que os cremes hidratantes ou umectantes são sempre bem-vindos para a pele que resseca no inverno, mas nos falta  a coragem de expô-la para um tratamento correto.

Felizmente, não é isso que está acontecendo com as gerações mais novas. Minhas sobrinhas procuram as academias de ginástica e de dança, minha netinha entrou para aulas de Ginástica Artística, e não lhe faltam outras atividades físicas na Escola e nas festinhas de amigos. E as excursões a Estações Termais estão sendo bem procuradas pelas pessoas de meia-idade que ainda viajam de ônibus. As minhas últimas viagens foram antes da pandemia. Agora, meus filhos não as permitem, são eles que me levam e trazem.

Alguém da minha idade, mais ou menos, assim se expressou: “Somos, neste momento, prisioneiras com tornozeleiras, pois nossos filhos não nos querem saindo de casa e nos vigiam, nem que seja de maneira virtual”.

Pois, no meu caso, fui até fotografada por um amigo do meu caçula, quando ia chegando à casa de amigos. E o paparazzi mandou a foto que me flagrava. Dou graças pelos cuidados de minha prole. Coitadinhos dos idosos esquecidos pela família, sozinhos, com acompanhantes sem preparo emocional ou em asilos, esquecidos de todos.

Mas, sobretudo, me entristecem os casos de idosos que perderam o gosto de viver, não acham mais graça em nada e se entregam à tristeza e ao desânimo. Mesmo com remédios para suas dores físicas, falta-lhes um tônico para alma, que os aqueça com o carinho da família, e os leve a acompanhar com alegria o desenvolvimento de seus netos e bisnetinhos, e a participar das notícias do mundo e de sua cidade, rezando pelo bem de todos, com fé e muita esperança.

O inverno, a pandemia, as notícias de catástrofes, as guerras, tudo se mistura para esse ambiente sombrio que traz a depressão e o desalento. Mas todos nós, crianças, jovens, adultos e idosos temos a nossa missão nesta vida, e esta, ainda que de formas diferentes, é a de contribuir para fazer do mundo o paraíso que Deus tinha programado para nós, todas as suas criaturas.

Que a vontade de Deus seja cumprida. Amém.

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