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Não brinco mais

Não brinco mais

Quando, nos jogos de minha infância, os companheiros perdedores decidiam mudar as regras no meio da partida, o meu lado belicoso reclamava, e eu saía bufando: “Não brinco mais”.

Pois agora, no ocaso de minha vida, sinto a mesma frustração. Com tantos ditos por não ditos, a minha paciência se esgota, e a vontade é de desistir da luta. Mas isso, nunca.

Eu, que pretendia atenuar meus comentários das crônicas, enfatizando o amor e a fraternidade no lugar de reclamar pelos maus feitos, agora concluo que as armas têm que ser mais contundentes.

As CPIs mostraram os descaminhos, os privilégios e as impunidades de quem nos lesa cotidianamente por desvios de verbas, omissões no trato público, na Saúde e nos demais serviços que são um direito de todo cidadão e do povo que mais precisa.

Parecia que estávamos chegando lá, na descoberta das negociatas, rachadinhas e crimes políticos cada vez mais engenhosos e prejudiciais ao erário público, graças à dedicação dos jornalistas investigativos e comentaristas políticos que escancaram os fatos mais do que comprovados para o bom entendedor ver em que país estamos vivendo.

Agora, enquanto os funcionários aposentados – sem reajuste salarial há vários anos – amargam suas perdas e a inflação cada vez mais consome seu orçamento, surgem os grandes problemas. Como manter acompanhantes com os encargos sociais previstos em lei, que mínguam ainda mais seu orçamento? Ou manter os descontos da Folha de Pagamento referentes aos planos de saúde? Ir para um asilo? Deixar sua casinha, custeada por anos de sacrifício, onde foram criados os filhos e, agora, é o abrigo que lhes dá certo conforto, onde recebem a visita de seus entes queridos e relembram seu passado?

Ainda não chegamos aos mais carentes, que procuram os Postos de Saúde, mas não têm como comprar os remédios. E os tratamentos, os implantes de próteses, ossos quebrados precisando de atendimentos urgentes vão sendo agendados, reagendados, e muitas vezes chegam tarde demais. E pensar nesses criminosos, políticos corruptos ou carreiristas, que fraudam as farmácias, superfaturam remédios, roubam medicamentos para vender mais caro… O que eles merecem?

Vou ficar por aqui, pois é impossível listar todos os crimes contra a Humanidade. Iguais ou até piores do que os de guerra.

As eleições vêm aí! Será que resolvem? Vamos acreditar.

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