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No emaranhado das redes

No emaranhado das redes

Estamos cada vez mais conectados às redes. Mas é preciso entender ícones e comandos para chegarmos a nosso destino. Qualquer passo errado, nada feito.

Digo isso porque estou vivendo esse drama. Alguém me informa: liga para esse telefone, aí te dão o próximo passo. E assim tenho feito nos últimos dias: clicando teclas, ouvindo mensagens eletrônicas que me mandam clicar esse e aquele número, e assim vai, sem ninguém para ouvir o que eu desejo. É tudo impessoal.

Muito bem, louvo os avanços da Informática, que resolve até problemas internacionais, mas também serve para o alastramento dos conflitos, as propagandas enganosas, a revelação de segredos que melhor seria terem ficado no escuro.

Mas, enquanto seus benefícios se estendem às Ciências, às Artes, à Educação, à Segurança, ao Meio Ambiente, nos meios mais favorecidos da sociedade, alunos de baixa renda ficam sem estudo, na pandemia, porque não têm acesso à Internet. Doentes tentam em vão agendar atendimentos, clicam e clicam, e as redes estão sobrecarregadas ou não operam como deviam nos setores da Saúde pública.

Pois, enquanto isso, os bilionários do mundo acenam com o avanço sofisticado da Informática para alavancar os recursos da Amazônia, que seria aberta ao mundo dos endinheirados. E o nosso Chefe maior os recebe com todas as honras, sonhando com rios de dinheiro e poder.

Os graves problemas nacionais são varridos para baixo do tapete. Não há medidas programadas? O que se fez até agora para saná-los? Desterrados de enchentes e desmoronamentos, eternamente à espera de novos assentamentos. Desalojados para duplicar estradas até hoje sem as casas prometidas. O desemprego em alta, a inflação encarecendo nosso sustento. A miséria batendo às portas, moradores de rua aumentando sempre, crianças sem escola. Transporte escolar em decadência ou total falta. E no meio de tudo, o crime cada vez mais cruel e sofisticado, desde o roubo de celulares até os desvios de verbas destinadas aos setores sociais, à Educação, à Saúde, à Segurança, a investimentos…

É triste saber de políticos, autoridades, policiais, vereadores, governadores e prefeitos envolvidos em quadrilhas que se expandem pelos Estados, apropriando-se de verbas que poderiam salvar vidas, dar a devida Educação à classe humilde, cuidar da saúde do povo, aumentar o salário mínimo…

E os candidatos às próximas eleições, o que prometem? Quais os planos para fazer o país voltar aos caminhos certos?

Nossas redes vêm transmitindo o que falam os partidos sobre as coligações mais vantajosas para usufruir da verba destinada às campanhas. Mudam os candidatos, em cada convenção, e não chegam a um consenso para formar uma terceira via com um único candidato que possa ombrear-se com os dois que encabeçam as preferências. Mas projetos sérios de mudar o caos que se instalou no país, as soluções possíveis para reverter esse quadro, as redes ainda não nos apresentaram coisa alguma, pois os candidatos ainda não chegaram a esse estágio. Quando chegarão?

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