Arte digital, desenho, escultura, fotografia, gravura, objeto tridimensional e pintura integram a segunda edição da Bienal das Artes do Sesc do Distrito Federal. A exposição, que é aberta ao público, ocorre no Pátio Brasil Shopping até o dia 26 de julho.
Cinco curadores foram os responsáveis por escolher 100 trabalhos entre 834 inscritos do Brasil e do mundo. Entre os selecionados está o artista plástico caçapavano Luciano da Mota Ferreira (Luciano Luz), com o Objeto tridimensional “Sentir”, o qual utilizou terra, grama e corda. Ele recebeu diploma de menção honrosa e medalha.

Segundo o artista, o processo de criação da obra se deu a partir da junção de elementos da natureza, tais como terra e grama, juntamente com cordas.

– Como se trata de uma obra viva, poderemos observar o processo natural de um organismo vivo que aos poucos vai finalizando seu ciclo. Mesmo que a interpretação do observador seja a forma mais importante de reflexão sobre a obra, a ideia principal na produção desse trabalho é revelar o quanto precisamos rever nossos conceitos sobre a evolução humana e nos conectarmos novamente com a nossa essência de seres vivos que somos. Precisamos “Sentir” a natureza novamente, senti-la profundamente todos os dias e carregar conosco essa conexão, esse sentimento. Também alimentar essa conexão Homem/Natureza, caso contrário veremos a degradação dessa relação–explica Lucas.

De acordo com o assessor da direção Regional do Sesc, Casimiro Neto, a qualidade dos trabalhos para esta edição surpreenderam.

– A Bienal é resultado de um trabalho sério que segue uma seleção criteriosa. Brasília não tinha uma Bienal e agora ganhou uma que é a oportunidade para que os artistas possam mostrar o seu talento. É um momento especial, no qual poderemos ver as principais tendências do cenário artístico – afirma.