A Câmara de Vereadores de Caçapava, através do vereador Luis Fernando Torres (Boca), realizou neste domingo, dia 26, no CTG Clareira da Mata, Audiência Pública para debater o projeto da Reforma da Previdência.

O encontro é um trabalho da Frente Gaúcha em Defesa da Previdência Pública e iniciou às 10h, com duração de 2h30min. O evento deu a oportunidade das pessoas se manifestarem e colher subsídios para o posicionamento dos vereadores sobre artigos da Reforma.

Participaram do encontro o Prefeito Giovani Amestoy, o Deputado Federal Paulo Pimenta, Deputado Estadual Luis Fernando Mainardi, o Deputado Federal Pompeu de Matos, o Presidente do Fórum Nacional de Carreiras Típicas de Estado, Rudinei Marques, da Presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, do representante do Sindiágua, Leandro Almeida, dos Secretários Municipais da Fazenda, Ioko Mota e da Assistência Social, Maria Teresa Macedo e dos vereadores Alex Vargas, Zilmar Araújo (Mano) e Paulo Pereira, além de representantes de clubes de serviço e entidades de Caçapava do Sul.

As autoridades fizeram discursos contrários a vários itens da Reforma e pediram que a população cobre de seus representantes mudanças no projeto. “Queremos ampliar esta discussão para mostrar a população os principais pontos da reforma, principalmente o tempo de aposentadoria e os prejuízos para os trabalhadores. Com isso, pedimos que as pessoas reflitam para pressionar o Congresso e não permitir que o texto da reforma seja aprovado como está”, disse o vereador Boca, Presidente da audiência.

“Ressaltamos a importância deste encontro, principalmente porque foi realizado no mês de março, onde se comemorou há poucos dias, o Dia Internacional da Mulher e se o texto for aprovado como está o sexo feminino será o mais prejudicado, principalmente a trabalhadora rural, que terão que contribuir mais 10 anos para se aposentar integral, ou seja 65 anos de idade e 25 anos de contribuição”, enfatizou ainda o vereador.

Outro ponto abordado é os valores pagos de pensão, que passará a ser de 50% do valor recebido pelo contribuinte que morreu, com mais 10% por dependente menor de idade.

No final da audiência, ficou decidido que a Câmara de Vereadores fará uma Moção para o Congresso Nacional, solicitando várias alterações no projeto.