Acordar, trabalhar, estudar e dormir com o alívio do dia ter acabado. O anseio é para o final de semana chegar logo e buscar uma diversão. A vida de muitas pessoas se resume a esse ciclo básico, não que isso seja ruim, mas é como se o botão fosse ligado no modo automático e as tarefas diárias executadas.

Pensando em dar um propósito diferente para a rotina, durante quatro dias, seis amigos, percorreram 340 quilômetros de bicicleta. Essa aventura foi vivida pelo grupo na 1ª Bagualada Ciclística, que saiu de Caçapava no dia 26 de dezembro.

“Saímos da 2ª Capital farroupilha em direção a 1ª Capital Farroupilha, Piratini, terminando a aventura em Aceguá, no Uruguai. Encontramos cenas bucólicas e pastoris, andamos por estradas secundárias, de chão batido, um pouco de asfalto, fazendas antigas, vilarejos que impressionam e paisagens para apreciar a vastidão dos pampas”, descrevem os ciclistas.

A aventura foi denominada bagualada porque os participantes – Guilherme Borba, Joana Severo, Pedro Dalmaso Eilers, Lucas Borba, André Dalmazzo e Daniel Jardim – não são ciclistas profissionais e independente da forma física eles encararam a pedalada.

Em média, os caçapavanos percorreram 80 quilômetros por dia. E o roteiro incluiu almoço nas Minas do Camaquã, pouso em Santana da Boa Vista e dois quilômetros de pedalada – cerro acima – que segundo os ciclistas, parecia que o grupo ia chegar ao céu. A subida foi apelidada de “subidinha de Jesus”.

Os aventureiros contaram com um carro de apoio, que mais tarde precisou ser guinchado. Fato que virou piada e faz parte das histórias hilárias que eles viveram durante a viagem. Aliás, os contratempos encontrados caíram na graça dos aventureiros. Como uma vaca que correu atrás dos ciclistas e fez com que pedalassem por cinco quilômetros debaixo de um sol escaldante e com sensação térmica de 40º.

Apoiaram a 1ª Bagualada Ciclística, 25 patrocinadores. Os empresários Luis Fernando Guedes (Gugu) e Roger Eilers, acompanharam os ciclistas até as Minas do Camaquã e depois auxiliaram no ‘resgate’ do fusca. Enquanto que a empresária Alice Eilers e a farmacêutica Valéria Dalmazzo ficaram com a tarefa de assessorar os ciclistas com a mídia (página do grupo no facebook). E as dicas dos ciclistas Leomar Mônego e Juliano Lacava, com o mapa da viagem e as bikes foram fundamentais para que o grupo cumprisse o objetivo.

A aventura encerrou no dia 30 de dezembro, quando o grupo retornou de carro. Tirando os pneus furados das bikes e as câimbras (amenizadas com a ingestão de muito potássio: bananas), os aventureiros já estão planejando a segunda edição da Bagualada.