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Caçapava Memória – Augusto Grunewal – Fátima Jovane Nunes

Caçapava Memória – Augusto Grunewal – Fátima Jovane Nunes

Primeiro prédio construído por Augusto Grunewal em Caçapava

Construtor descendente de família alemã que, apesar de não ser caçapavano, amou Caçapava do Sul como se seu filho fosse deixando em nossa terra um trabalho profissional exemplar e de qualidade.

Filho de Carlos Grunewal e Matilde Denz Grunewal, Augusto Grunewal nasceu em 25 de agosto de 1875, em Cachoeiro do Itapemirim, no Estado do Espírito Santo.

Moradores de localidade onde não havia escolas públicas, seus pais e alguns vizinhos da colônia conseguiram trazer um professor particular da Alemanha, dando assim oportunidade para que seus filhos fossem alfabetizados e aprendessem a língua portuguesa.


Com 18 anos de idade, Augusto Grunewal veio para o Rio Grande do Sul, dando continuidade aos estudos em vários colégios adventistas. Antes de completar 20 anos, casou-se com Ana Jochms, na cidade de Taquari, de cujo matrimônio resultou cinco filhos, dos quais dois vieram a nascer em Caçapava do Sul.


Augusto Grunewal tornou-se um construtor de primeira linha, profissão que aprendeu com o seu pai que, posteriormente, passou a dedicar-se à lavoura de café, aqui no Brasil. Começou a exercer suas atividades profissionais em Taquari e, a seguir, em Cachoeira do Sul e municípios vizinhos.


Depois de algum tempo, Augusto Grunewal veio para Caçapava do Sul a convite de Alfredo Osório da Rosa, com a missão de construir a casa daquele conceituado fazendeiro em terreno localizado na esquina das ruas Sete de Setembro com Júlio de Castilhos. A partir de então, passou a residir nesta cidade, contribuindo profissionalmente com as melhores e mais artísticas construções da época.


De seu trabalho resultaram várias obras com traços arquitetônicos marcantes. Além do prédio de Alfredo Rosa, temos os da Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção (a partir do ano de 1927), Clube União Caçapavana, atual Karlton Hotel, Banco da Província (hoje Banco Santander) e das casas de Felinto Freitas e Anaurelino Rodrigues Oliveira, bem como dos “sobrados” das famílias Mônego, Patrício Dias Ferreira e Atílio Poglia.


Mesmo não tendo graduação de engenheiro, Augusto Grunewal era reconhecido como tal, pela sua competência e dedicação, tendo sido mestre e orientador de inúmeras pessoas, através do extraordinário conhecimento na arte de construir.


A última construção feita por Augusto Grunewal em Caçapava do Sul foi da residência da família de dona Carmélia Camargo, na Rua Benjamim Constant.


Nas horas livres, Augusto Grunewal também escrevia para um jornal de língua alemã, editado em Santa Catarina.


Augusto Grunewal sempre trabalhou para realizar seu ideal e nunca para enriquecer. Sua riqueza era as obras que construía e a satisfação que sentia em ser útil à cidade e à sociedade. Ele costumava dizer: “É preferível um homem preocupar-se em como ganhar a vida pelo trabalho, do que preocupar-se em como haveria de conservar o dinheiro que poderia acumular.”


Augusto Grunewal faleceu aos 82 anos de idade, dia 15 de outubro de 1957, em Porto Alegre.

Em sua homenagem em Caçapava do Sul, existe uma rua localizada no Bairro Figueira, em diagonal com a Avenida Santos Dumont, denominada de “Engenheiro Augusto Grunewal.”


Fátima Jovane Nunes
Pesquisadora
fatimajovane@hotmail.com

10.03.2017

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