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Caçapava Memória – Biblioteca Domingos José de Almeida – Fátima Jovane Nunes

Caçapava Memória – Biblioteca Domingos José de Almeida – Fátima Jovane Nunes

A Biblioteca Pública Municipal de Caçapava do Sul foi criada oficialmente através de Lei Municipal nº 19, de 11 de novembro de 1968, e denominada de Domingos José de Almeida conforme Lei Municipal nº 20, de 06 de setembro de 1985, numa proposição do então vereador Paulo Afonso Cidade. Domingos José de Almeida foi o fundador da primeira biblioteca pública instalada na Segunda Capital Farroupilha no ano de1839.

A Biblioteca Pública deste município teve sede em vários locais, tais como o prédio antigo do Banco do Brasil, à Rua Benjamin Constant; a Prefeitura Municipal; e atualmente onde funcionou o Forum, hoje Centro Municipal de Cultura “Arnaldo Luiz Cassol”, à Rua XV de Novembro, o histórico Reducto Farroupilha. A referida biblioteca possui aproximadamente 20.000 volumes e ao redor de 500 sócios, e atualmente está sob a coordenação da Secretaria da Cultura e Turismo do Município.

Domingos José de Almeida nasceu no dia 09 de julho de 1797, no povoado de Sumidouro (hoje Diamantina) em Minas Gerais, filho de Domingos José de Almeida e Silva e de Escolástica Mendes de Almeida. Foi ajudante de caixeiro em Minas Gerais e caixeiro no Rio de Janeiro. Em 1821, despede-se da sua família para vir morar na capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Foi comerciante, empresário do ramo de charque e transportes, e vereador na cidade de Pelotas, onde em 1824 casou-se com Bernardina Barcelos de Lima, de cuja união nasceram treze filhos. Autodidata, com conhecimentos de economia, política, direito e jornalismo, foi Ministro do Interior e da Fazenda e eleito Deputado Provincial da 1ª Legislatura da Assembléia Legislativa da Província do Rio Grande do Sul, quando lançou campanha de alfabetização.

Proprietário de uma charqueada foi o pioneiro na aplicação da energia a vapor; e comprou uma máquina que adaptou a um barco, o qual recebeu o nome de “Liberal“ e que serviu por 15 anos de ligação entre Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre. Na Revolução Farroupilha, recebeu dos amigos a tarefa de organizar, além do parque bélico farrapo na cidade de Pelotas, a fábrica de arreamento para a cavalaria e movimentar os arquivos do governo e seu arsenal pela campanha gaúcha.

Era considerado por alguns como o cérebro da Revolução Farroupilha. Em 1838, escreveu um manifesto explicando as razões daquela epopéia e lançou o jornal “O Povo”, órgão de imprensa oficial do período, do qual era redator juntamente com o italiano Luidi Rossetti. Em Montevidéu, no Uruguai, comprou fardas, cavalos e uma tipografia para a República Rio-Grandense. Entre tantos serviços prestados por Domingos José de Almeida, podemos citar a direção da Imprensa Oficial, o estabelecimento das primeiras escolas de instrução pública do Rio Grande do Sul, a criação de um sistema regular dos correios, e por fim a primeira biblioteca de Caçapava do Sul.

Domingos José de Almeida foi o idealizador e fundador das cidades de Pelotas e Uruguaiana. Em Pelotas, recebeu homenagem na localidade do Areal, com um obelisco na avenida que tem o seu nome, e no centro da cidade defronte a Prefeitura, com uma herma. Em Uruguaiana, através de um monumento na Praça Farroupilha.

Domingos José de Almeida faleceu em sua residência, na no Areal em Pelotas, no dia 06 de maio de 1871, aos 73 anos.

Fátima Jovane Nunes
fatimajovane@hotmail.com

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