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Caçapava Memória – Fátima Jovane Dias – Magnólias de Caçapava

Caçapava Memória – Fátima Jovane Dias – Magnólias de Caçapava

Magnólia Grandiflora é uma árvore da família das Magnoliáceas, podendo medir até 30 metros de altura e sua copa mais de 15 metros. Propaga-se por meio de sementes ou estaquia de ponta de ramos. Suas folhas são brilhantes, têm forma oval e alternada, mantendo-se firmes mesmo durante o inverno.

É uma linda e elegante árvore ornamental que, da primavera até o verão, cobre-se de grandes flores brancas e perfumadas, num formato interessante que lembra uma taça e chamam a atenção pela beleza e o tamanho. É originária dos Estados Unidos da América e foi descoberta pelo médico e botânico Pierre Magnol. Magnólia significa “bela flor” ou “flor da simpatia”.

No ano de 1935, o médico Mathias de Campos Velho chegava a Caçapava do Sul, vindo de uma das suas viagens e trazendo consigo três mudas de árvores com o nome de Magnólia. Uma delas, ele doou ao seu amigo Dr. Alfredo Olympio Duarte, a qual foi plantada no pátio do então Hotel do Comércio, de sua propriedade, localizado na Rua XV de Novembro, e que pode ser vista ao lado do atual prédio da Boutique Papucha. Essa foi declarada imune ao corte, através de Lei Municipal nº 33, de 15 de setembro de 1983, podendo haver podas somente para limpeza e retirada de galhos secos.

Outra foi plantada em propriedade de sua família, à época localizada na Rua da Cadeia, hoje propriedade de Fernando Severo, na Rua Cel.Coriolano Castro. E a terceira muda foi colocada no pátio do antigo Clube Recreativo 1º de Maio, na Rua da Independência, hoje Borges de Medeiros. Na sombra da Magnólia quase centenária, localizada à Rua XV de Novembro, muitos acontecimentos importantes foram registrados. Ali foi local de grandes encontros, exposições agropecuárias, teatros e circos, entre outros eventos.

E até hoje é contemplada por milhares de caçapavanos, que usufruem de sua bela sombra e lá se encontram para conversar e tomar um bom chimarrão. Essas três Magnólias fazem parte da história da Segunda Capital Farroupilha e esperamos que sejam igualmente preservadas no futuro.
Temos ainda notícia de que em uma propriedade particular na Vila Pereirinha também existe uma majestosa Magnólia, descoberta por alunos da Escola Dona Teodora da Fonseca, e deve haver outras pelo município.

Encerramos nossa crônica com uma parte de poema escrito por Lurdes Duarte Cassel sobre a Magnólia da Rua XV de Novembro:

“Velha e querida Magnólia:
Que as tuas raízes continuem a te sustentar. Que através de teu tronco e galhos continue a correr a seiva amiga. Que tuas flores brancas e perfumadas surjam em cada primavera a ornamentar e perfumar a rua – como agora, e há incontáveis anos. Velha amiga magnólia, quantas gerações viste nascer, viver, sonhar e até morrer. Mas guardas em ti um pouco ou muito de cada um. Foste e continuas sendo um ponto de referência.”


Fátima Jovane Nunes

Pesquisadora


15/04/2017

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