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Caçapava Memória – Julieta Trípoli de Freitas – Fátima Jovane Nunes

Caçapava Memória – Julieta Trípoli de Freitas – Fátima Jovane Nunes

Julieta Trípoli de Freitas foi professora, poetisa e jornalista. Nasceu no dia 20 de fevereiro de 1908, filha de Emílio Jorge Trípoli e Maria José Trípoli. Casada com Antônio Cândido de Freitas, pecuarista e ex-prefeito de Caçapava do Sul, juntos criaram Cyro Carlos de Melo e Dalva de Oliveira Poglia como filhos adotivos. Grande líder, tinha o dom de aglutinar pessoas que sob a sua orientação trabalhavam, produziam e sentiam-se satisfeitos com o que faziam.
Julieta Trípoli de Freitas iniciou suas atividades artísticas dirigindo Teatro de Amadores para atender obras sociais. Sua primeira peça, apresentada no ano de 1943, foi intitulada “Talita”, de Joracy Camargo. Escreveu duas obras infantis: “Aniversário de Lili “e “Gatinho Sabido”.

No teatro reuniu um grupo numeroso de jovens. Neles despertou o interesse e o gosto pela arte teatral. Julieta era perfeccionista, realizava tudo nos mínimos detalhes com carinho e amor. Na peça “O Avariado”, ela apresentou para a sociedade a “Prata da Casa” reunindo pessoas da comunidade para tocar, cantar e declamar, enriquecendo as noites de festa e cultura.

A última apresentação do grupo teatral foi em 1953, com a comédia “O Diabo Enlouqueceu”, em três atos. As rendas das apresentações eram sempre destinadas para entidades filantrópicas.

Participaram do grupo teatral Maria Olenka Trípoli, Hélio Luiz Dotto, Beatriz Barcelos, Zilá Cheuiche, Cyro Carlos de Melo, Nélio Silveira Alves, Clara Haag, Breno Osório Pereira, Elzi Mor,Luiza Machado, Dalva Poglia, Valderez Freitas e Lê Mafalda Poglia, entre outros.

Em 1957, dona Julieta fundou o Jardim de Infância “Menino Jesus” do qual foi pioneira, dedicando-se exclusivamente às crianças. Mais tarde criou o Curso Primário e o Supletivo com a denominação de “Colégio Dom Pedro II”, onde exerceu as funções de professora e diretora. Após sua aposentadoria passou a residir em Porto Alegre, conquistando novas amizades e apaixonando-se pela literatura, quando filiou-se ao Grêmio Literário Castro Alves e escreveu poemas e artigos para diversos jornais, inclusive de Portugal.

Fez curso de Comunicação pela Faculdade Hipólito da Costa (RJ); e pertenceu ao Grêmio Literário Castro Alves, Casa do Poeta Rio-Grandense e Academia de Artes, Ciências e Letras “Castro Alves”, todas com sede na Capital Gaúcha. Julieta Trípoli de Freitas estreou como poetisa no ano de 1976 com o livro de poesias “Gaivota” e publicou “O Livro da Família”, em 1977.

Nos jornais “Folha do Sul”, “Atualidade” e “Boletim Oficial do Município – BOM”, de Caçapava do Sul, e Eco do Funchal da Ilha da Madeira, em Portugal, foi colaboradora assídua com crônicas, poesias e pesquisas históricas. Participou da Antologia Poética lançada pelo Grêmio Literário Castro Alves no ano do seu 24º aniversário, que ofereceu ao público uma série de trabalhos inéditos de alguns de seus associados. No centro dessa obra estão quatro poemas de Julieta Trípoli de Freitas.

O lançamento oficial aconteceu na Sala Nobre da Biblioteca Pública Municipal de Caçapava do Sul no dia 17 de janeiro de 1983. Na oportunidade, Julieta Trípoli de Freitas destinou para a APAE a importância de CR$ 20.000,00 (moeda da época), obtida a com comercialização dos livros.

Julieta Trípoli de Freitas faleceu no dia 28 de janeiro de 1988, aos 79 anos de idade, e está sepultada nesta cidade.

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