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Caçapava Memória – Luiz Carlos Melo Lopes, o Caçapava – Fátima Jovane Nunes

Caçapava Memória – Luiz Carlos Melo Lopes, o Caçapava – Fátima Jovane Nunes

Atleta caçapavano e colorado, iniciou sua carreira futebolística aos 18 anos, no Esporte Clube Gaúcho, de Caçapava do Sul. Profissional exemplar, deixou sua marca histórica no
futebol gaúcho e brasileiro, além de divulgar sua terra natal por onde andou.

Luiz Carlos Melo Lopes, o Caçapava, filho de José Alcino Lopes e de Teresinha Melo Lopes, nasceu em 26 de dezembro de 1954, nesta cidade de Caçapava do Sul. Na infância, morou com sua avó materna, Ernestina Melo, na rua Dom Pedro II e depois na Rua Baltazar de Bem. À época, jogava bola com a gurizada da redondeza na pracinha Tamandaré, e tinha como amigo fiel e companheiro Francisco Carlos Santana, o Saca.

Foi casado com Helena Lopes com quem teve dois filhos: Priscila e Joner.

No ano de 1972, passou a atuar no Sport Club Internacional, onde trilhou o caminho de grandes conquistas. Em 1974, conquistou seu primeiro título, o de Campeão Gaúcho com a camisa colorada. Venceu também em 75, 76 e 78.
O ex-volante foi ainda bi-campeão brasileiro pelo time colorado e chegou à Seleção Brasileira de Futebol.
Também atuou no Corinthians, Palmeiras, Vila Nova, Ceará, Novo Hamburgo e Fortaleza, conquistando vários outros títulos.

Encerrou a sua carreira de jogador profissional em 1987.

Em 2011, depois de treinar clubes no norte do país e de trabalhar em escolinhas de futebol no interior do Piauí, Caçapava conseguiu, com a ajuda de seu grande amigo Paulo Roberto Falcão, emprego no setor de relacionamento social do Sport Club Internacional, onde trabalhava e participava de eventos consulares pelas cidades do Rio Grande do Sul.

Como atleta, Caçapava era uma fortaleza física, quase impossível de ser contido. Bem humorado, humilde e contador de histórias, era uma pessoa cativante. Assim, conquistou muitos amigos.

O ex-atleta passou seus últimos dias de vida em Caçapava do Sul. Aqui, participou de evento consular, em grande Festa Colorada, no dia 24 de junho, acompanhado de sua mãe, dona Teresinha. Nos dois dias seguintes, fez várias visitas à familiares e amigos e passeou pela cidade, relembrando sua infância. Estava muito feliz e aproveitou a oportunidade para anunciar o projeto de se candidatar a vereador em Porto Alegre nas eleições daquele ano, onde concorreria pelo Partido Solidariedade e contaria com apoio dos torcedores colorados e colegas do clube.

Também estava escalado para receber e conduzir a Tocha Olímpica, dia 06 de julho em Caçapava do Sul.

Luiz Carlos Melo Lopes, o Caçapava, faleceu no dia 27 de junho de 2016, aos 61 anos de idade, em sua terra natal, quando preparava-se para retornar ao trabalho em Porto Alegre.Sua morte comoveu a todos. Na saída do cortejo funeral da Capela mortuária, sob aplausos e o hino do Sport Club Internacional, seu corpo foi conduzido pelo caminhão do Corpo de Bombeiros até o cemitério municipal, seguido do ônibus oficial do Clube com dirigentes e ex-atletas, além de grande número de torcedores colorados e população em geral.

Como escreveu o jornalista David Coimbra na sua coluna de Zero Hora do dia 28 de junho de 2016: “Caçapava amuralhava uma defesa. Caçapava dava segurança ao time. Caçapava parecia ser impossível de ser driblado, impossível de ser vencido, impossível de se cansar, impossível até de morrer. Mas morreu. Ou talvez não. Porque, na galeria dos heróis do futebol, Caçapava vive”.

Fátima Jovane Nunes
Pesquisadora

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