No ano de 1981, a administração do prefeito Cyro Carlos de Melo iniciava a construção de um novo prédio com mais de 900m2 para abrigar parte das secretarias do Município, localizado no mesmo terreno da sede administrativa principal, onde até então funcionava a oficina da municipalidade. E esta foi transferida para ao lado do Presídio Estadual, onde se encontra até hoje.

A referida obra tomou forma e o imóvel, com três pavimentos, passou a abrigar a Biblioteca Municipal, o Arquivo H istórico, a Junta de Serviço Militar, Secretaria de Obras, salão para eventos e reuniões, no andar térreo; o novo Gabinete do Prefeito, a Assessoria de Imprensa e a redação do jornal Boletim Oficial do município (BOM), Secretaria de Turismo, Secretaria de Indústria e Comércio, e setores de Recursos Humanos e de telefonia, no 2º piso; e a Secretaria de Município da Educação (SMEC), no 3° piso.

Com o passar do tempo, outras secretarias foram distribuídas no local e, em meados dos Anos 90, houve um pequeno abalo na estrutura do referido prédio. Então, foram trazidos técnicos da UFSM para uma vistoria e estes orientaram para que fossem esvaziadas as salas, colocadas escoras de madeira e tomadas providências quanto ao reforço das lajes e reforma do mesmo.

Passaram-se 20 anos e somente os suportes foram colocados. Outro prédio foi construído junto a este, e as pessoas continuaram transitando pelo local para acessar o novo edifício com frente para a Rua General Osório. Até esta data aquele não caiu e também parece que não houve interesse das administrações posteriores em reformá-lo.
O prédio em questão continua se deteriorando, com vidros quebrados, depósitos de alguns materiais e apenas algumas poucas escoras. No entanto, na atual administração foi bloqueada a passagem pelo interior daquele prédio.

Então, nos perguntamos: porque o prédio continua abandonado e nenhum gestor toma a iniciativa de reformar o mesmo para ser utilizado a bem da comunidade, a obra não é viável ou é porque não foi construído em sua administração?

Quantos órgãos do município poderiam estar instalados num espaço daquele tamanho e há tanto tempo sem nenhuma utilidade. Diminuiria assim o pagamento de aluguéis, o desperdício de dinheiro e centralizaria o serviço público, pois a edificação teve esse objetivo.

Afinal, que destino dar àquele prédio público?

Fátima Jovane Nunes
Pesquisadora