Repentista, compositor, radialista, declamador, poeta, amigo,
e um apaixonado pela história de Caçapava. Fazia versos para tudo e para todos

 

Vilmar da Silva Santos nasceu no dia 22 de setembro de 1936, em Tupancy, 4º distrito de São Sepé, filho de Inocêncio da Silva Santos e Maria Severina da Silva Santos. Estudou o segundo grau e fez curso de datilografia.
Em 1961, casou-se com Zélia Ferreira dos Santos, e dessa união nasceram os filhos: Zila Aparecida, Zeli Mara, Zoila Nara, Luiz Laziê e Alter de Jesus.

Era um apaixonado pela história, a qual descreveu em livros, versos e trovas. Interessado pela história de Caçapava do Sul, onde residiu por mais de uma década, e amante da tradição gaúcha, pertenceu ao departamento de pesquisas do CTG Sentinela dos Cerros e também foi Sota-Capataz do CTG Família Nativista.

Vilmar da Silva Santos escrevia para os jornais locais, tais como: A Atualidade, Folha do Sul e Boletim Oficial do Município – BOM, e participava de programas de Rádio. Trabalhou na Empresa Construtora Brasil S/A e na Firma Dagoberto Barcelos. Foi supervisor do IBGE, nos censos demográfico, agropecuário e econômico em 1980 e Patrão do CTG Sincero Lemes, da cidade de Vila Nova do Sul.

Vilmar da Silva Santos escreveu vários livros e antologias poéticas, tais como: Cantares da Terra; Vocação do Trovador; Querência, Verso e Família; Galpão da Poesia Crioula; Casa do Poeta Caçapavano; Prêmio Missões; A história de Quito Légio, seu pai; Um pouco de Cada Um, e Personagens Históricas de São Sepé.

Vilmar da Silva Santos, o “Gaúcho Paciência”, cujo apelido adquiriu porque iniciou sua carreira como trovador em 1955, cantando pausadamente para não quebrar um verso no repente. Sagrou-se Campeão e Vice-Campeão de Trovas em vários campeonatos representando Caçapava do Sul. Foi homenageado nas Feiras do Livro de Caçapava do Sul e São Sepé, e também pelo CTG Sincero Lemes e Câmara de Vereadores de Vila Nova do Sul.

Em seu acervo cultural, deixou mais de uma centena de troféus. Atuou em programas nas seguintes rádios: São Gabriel, Guaratã, Santamariense, Imembuí, Cacequiense, Marajá, Cultura, Princesa do Jacuí, Tiarajú e na Rádio Caçapava.

No seu livro Cantares da Terra, lançado em 1984, Vilmar da Silva Santos conta a história de Caçapava do Sul em rimas históricas e poesias gauchescas, no qual eu também fui contemplada.

Uma poesia inédita escrita por Vilmar da Silva Santos foi encontrada, após a sua morte, junto aos seus pertences, intitulada “Estação do Mundo”, a qual foi musicada por Carlinhos do Acordeom. Nessa poesia, quase uma despedida, em sua última estrofe diz:

Passageiros na existência
Qualquer um sorri e chora
Sente amor na convivência
E deixa a dor ao ir embora!

Vilmar da Silva Santos faleceu na cidade de Vila Nova do Sul, aos 75 anos, no dia 22 de abril de 2012, vésperas do lançamento do livro em homenagem à cidade de São Sepé.

Fátima Jovane Nunes

Pesquisadora

23.06.17