Na sexta-feira, dia 16, o Prefeito Giovani Amestoy convocou de forma extraordinária a Câmara de Vereadores de Caçapava do Sul, para votar na próxima semana um projeto de lei que concede reposição salarial aos servidores públicos municipais de 6,81%, divididos em duas parcelas.

O projeto concede 2,06% em fevereiro e 4,75% em julho de 2018. A segunda parcela conforme o projeto será com base no salário de janeiro.

No mesmo projeto, a Prefeitura está aumentando o vale refeição dos servidores em 5%, chegando a R$ 300.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, composta pelos vereadores Silvio Tondo, Luis Fernando Torres (Boca) e Mariano Teixeira, realizaram três reuniões nesta sexta-feira para debater o projeto.

O primeiro encontro foi com a equipe técnica da Prefeitura, onde alguns pontos do projeto serão reajustados. “ Debatemos o índice da folha que está em 54% e os períodos de reposição, além da margens de reajustes que serão concedidas aos CCs e FGs. A Prefeitura retirou o projeto para readequação de texto e voltará na segunda-feira, dia 19, até as 10h”, disse Silvio Tondo.

Na reunião com o Sindicato dos Funcionários Públicos foram debatidos outros temas que segundo a categoria não estava contemplado no projeto, como a segunda parcela que será paga em julho, mas baseada no salário de janeiro. Este tema não foi aceito pelo Sindicato que irá conversar novamente com a Administração para alterar esse parágrafo da lei antes da votação.

A terceira reunião foi com os professores, que manifestaram aos vereadores muita indignação com o projeto, segundo a Presidente do Sindicato dos Professores, Dolores Stell, os professores de Caçapava do Sul conquistaram o Piso integral em julho de 2016 e que a cada ano o magistério só precisa receber o reajuste anual do Fundeb, que é pago pelo Governo Federal. “ O nosso pagamento do Piso deste ano que é o 6,81% tem que ser pago em parcela única, não em duas vezes como o executivo quer, porque a União já reajustou o Fundeb desde janeiro e já vem pagando o município com o novo valor”, disse a Presidente.

Sobre o pagamento da segunda parcela em julho ser com base no salário de janeiro também foi reprovada pela categoria que tentará até segunda-feira, dia 19, reajustar este parágrafo junto a Prefeitura. “Nós já vamos perder esses cinco meses até julho e mais os 4,75% em cima do salário de janeiro, por tanto, nesse primeiro momento vamos tentar resolver o pagamento da segunda parcela para depois tentar receber integral o valor do piso, sem parcelamento, que é o nosso direito”, disse Dolores.

Imprensa da Câmara