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Campanha alerta para o diagnóstico precoce e a prevenção das hepatites

Campanha alerta para o diagnóstico precoce e a prevenção das hepatites

Para marcar o 28 de julho, instituído como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, a Secretaria da Saúde (SES) iniciou, na quarta-feira (26), a campanha ‘A hepatite não me pega’. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce das hepatites B e C e da vacina contra a hepatite B, principal medida de prevenção da doença e disponível para a população nas unidades de saúde.

A campanha prossegue até o dia 24 de agosto. Dirigida a jovens, pessoas de 50 anos, gestantes, manicures e tatuadores, a campanha será veiculada no Facebook por meio de dicas sobre testagem, sintomas, formas de contágio e prevenção.

A ação ocorre também em quatro portais de notícias do Estado. Na sexta-feira (28), esses websites estarão com filtro amarelo, a cor símbolo da luta contra as hepatites virais, e banner da campanha Ahepatitenãomepega, que direciona ao site do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs RS).

As hepatites B e C são doenças infecciosas que afetam o fígado e podem evoluir para a forma crônica, que tem como principais complicações a cirrose hepática e o câncer. Todos os tipos de hepatite podem levar à morte. Causadas por vírus, constituem grave problema de saúde pública no mundo. Milhões de pessoas no Brasil podem ser portadoras desses vírus e não saber.

“A maioria das pessoas portadoras não tem sintomas, não sabe que tem o vírus e que o está transmitindo. Por isso, enfatizamos a importância de ações que reforcem a necessidade de as pessoas buscarem diagnóstico e prevenção”, destacou a especialista em saúde do Programa Estadual de Hepatites Virais do Cevs RS, Eliani Morais Soares. Dados da SES revelam um aumento de 42,4% na incidência de hepatites B e C no Rio Grande do Sul, que passou de 2.463 casos confirmados, em 2007, para 4.271, em 2016.

Diante desse cenário, o acesso ao teste rápido é o primeiro passo para o diagnóstico precoce e sua prevenção, pois possibilita interromper a cadeia de transmissão. Realizado em unidades de saúde, permite que os usuários sejam orientados sobre os métodos de promoção e prevenção das hepatites, contribuindo para um maior controle da doença.

A transmissão das hepatites B e C pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dentes, alicates de unha, instrumentos para uso de drogas injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos), inaláveis (cocaína) e pipadas (crack). Também pode ocorrer pelo uso de materiais não esterilizados para colocação de piercing e realização de tatuagens, por meio de acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, nos quais não se aplicam as normas adequadas de biossegurança.

Ascom SES

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