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Campus da Unipampa recebe escultura de preguiça gigante

Campus da Unipampa recebe escultura de preguiça gigante

O Campus Caçapava do Sul da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) recebeu no dia 20 de outubro a escultura que reconstituiu o animal extinto Megatherium americanum para ser colocada na entrada da Unidade. A preguiça gigante foi construída em tamanho real com verbas da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

A réplica foi feita com recursos do projeto Geoturismo e Interpretação do Patrimônio Natural da Campanha Gaúcha Como Um Novo Aporte ao Desenvolvimento Regional Sustentável, através do edital Procoredes XIII da Fapergs. Em 2015 o governo do Rio Grande do Sul decretou que a cidade de Caçapava do Sul é a Capital Gaúcha da Geodiversidade. De acordo com o proponente do projeto, o professor da Unipampa, Felipe Guadagnin, o município detém a maior diversidade do estado de rochas, fósseis, paisagens, minérios e minerais. O projeto tem envolvimento da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Prefeitura Municipal de Caçapava do Sul e Corede Campanha. “O projeto de pesquisa tem o objetivo de promover a divulgação científica”, frisou Guadagnin.

O Megatherium Americanum é um mamífero da Megafauna do Pleistoceno que habitou toda a América do Sul inclusive durante as chamadas eras do gelo, e foi extinto há cerca de 10 mil anos. A réplica foi confeccionada pelas artistas plásticas Maria Alice Matusiak e Carla Riogotti e mede 4,2 metros de comprimento, da cabeça ao rabo. “O megatério cujo nome significa besta gigante, era uma preguiça gigantesca que viveu do Plioceno até o Pleistoceno, há aproximadamente 20 mil anos, nas Américas do Sul e do Norte. Era do tamanho de um elefante de porte médio e comia folhas como tal, em enormes quantidades. Eram criaturas pacíficas e muitos predadores pleistocênicos deviam atacá-los pela enorme quantidade de carne que elas podiam fornecer e por não serem velozes evitando desperdício de energia na perseguição, no entanto se defendiam muito bem no corpo a corpo”, explica o professor.

O primeiro fóssil do animal foi encontrado no município de Caçapava do Sul, no Passo do Meghatério, ainda na década de 1980, por pesquisadores da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Em 2016 outro fóssil foi encontrado, desta vez no Arroio de Seival. “Caçapava do Sul está localizada num antigo acampamento indígena e tudo indica que os animais viveram nessa mesma época, podendo inclusive terem sido caçados pelos índios”, contou Guadagnin.

A réplica ficará na entrada do Campus até o término das obras do Jardim da Geodiversidade “Professor Maurício Ribeiro” da Unipampa, previstas para dezembro deste ano, quando deverá ser integrada à exposição de rochas que constitui o jardim.


ACS Unipampa

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