Primeiramente para se fazer uma descrição dos milagres de Jesus, é necessário entender a morfologia da palavra milagre. Milagre, segundo o dicionário Aurélio é feito ou ocorrência, não explicável pelas leis da natureza, ou acontecimento admirável, espantoso. Segundo o teólogo William P. Loewe, extraído do Livro Introdução à Cristologia é tudo aquilo que embora não se consiga explicar e contraria as leis da natureza, ou seja, é quando ocorre a intervenção divina, foi Deus que o fez. A ciência não tem respostas para tal feito.

Portanto, Jesus ao longo da história na descrição literária bíblica foi a pessoa que mais fez milagres e podemos destacar alguns, tais como: a ressurreição de Lázaro, a transformação da água em vinho nas bodas da Caná, serena uma tempestade, caminha sobre as águas, a cura do aleijado na piscina de Siloé, entre outras curas de deficiências auditivas, cognitivas, etc. Jesus fez diversos milagres relacionados ao meio ambiente, a natureza, ao clima e a cura física. Dizem que não caberia na maior das enciclopédias a quantidade de milagres feitos ao longo da vida pública de Jesus.

Mas Jesus jamais quis chamar a atenção pelos milagres que fazia, pois seu verdadeiro objetivo era anunciar o Reino de Deus a toda humanidade. Ele queria que a humanidade aderisse ao Plano salvífico de Deus, embora alguns dos milagres serviam para dar autenticidade a sua identidade Messiânica. Por isso caro leitor é aconselhável que se tenha muita cautela quando determinadas seitas ou religiões enfatiza uma quantidade excessiva de milagres como forma de chamar a atenção para sua doutrina. Os milagres de Jesus não eram necessários para que Ele se tornasse visível como o verdadeiro Filho de Deus, mas apenas lhe adjetivaram o título pelo qual lhe foi anunciado, “realmente este era o Filho de Deus”.

É como diz o ditado: “quando o milagre é demais, até o santo desconfia”. A proposta de Jesus é a mesma, ou se aceita, ou se rejeita.


Padre Nelson Lara

Paróquia N. Sra. Da Assunção