Selecione a página

Agosto, mês do desgosto!

Agosto, mês do desgosto!

É chegado o mês de agosto, e dizem que é o mês do desgosto, e alguns evitam mudanças, porque podem trazer maus agouros. É o ultimo mês do inverno, e as ondas de frio se intensificam, mas surge no horizonte a imagem de que o setembro está chegando e, com ele, a primavera, que é uma renovação da vida. No lado da economia, a luta é para recolher o que sobrou e dar a volta por cima. A pandemia atingiu a todos sem piedade, e quando parece que está cedendo, surge uma nova cepa que traz o repensar de novos horrores. Vários países já retornaram a medidas de exceção para tentar conter esta nova onda de contaminações em massa. Por aqui, a coisa está mais calma, apenas pequena notícia de novas incidências, mas nada que assuste. Porém, é bom ficar atento. O ritmo de vacinação é satisfatório, e as perspectivas são de que, até o final do ano, toda a população brasileira já esteja imunizada. Diferente do ano passado, neste, a esperança e o otimismo fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Claro que nem todos convivem com este espirito, são os pessimistas e apostadores do “quanto pior, melhor”, mas é um pequeno grupo. É necessário colocar no horizonte que o pior já passou, e você tem que lutar e fazer a sua parte para que ventos mais favoráveis aconteçam. Logo, logo o agosto vai embora e, quando o setembro vier…

 

O fantasma da inflação

No momento, o principal assunto ligado à economia são os altos níveis de inflação. O assunto já é velho, mas continua fazendo manchetes. Claro que as pessoas esquecem, mas este problema começou o ano passado com o evento da pandemia. Foi empresas com produção diminuta ou interrompida, um verdadeiro caos no que se refere a consumo. Mesmo com a volta da produção depois de algum tempo, os estoques ainda estão em nível muito baixo, e o pior é que, no curto prazo, a situação deve permanecer algo muito parecido. A pandemia desestruturou totalmente a logística entre produção e consumo. Basta dar uma passada no comércio e perguntar sobre como está sendo a reposição de estoques. Afirmam que recebem parte dos pedidos e, muitas vezes, são obrigados a segurar aquilo que é oferecido. Pelo lado da oferta, ainda devem ser consideradas as consequências do tempo, com secas, inundações e geadas que abateram a produção no setor primário. Pode ser acrescentado o esplêndido momento das commodities, que estão com preço elevado no mundo como um todo. Se, por um lado, isto favorece o país exportador como o Brasil, por outro, diminui a oferta interna e coloca os preços para cima em função do efeito dólar. No lado da demanda, ela está aquecida devido à roda da economia voltar a girar e também ao efeito auxilio emergencial, que, com mais dinheiro nas mãos das classes menos favorecidas, aqueceu o consumo de determinados produtos. E este desequilíbrio entre oferta e procura faz com que os preços se elevem. É fato que este problema irá além do curto prazo, ficando a espera de 2022. Hoje, o mercado prevê um IPCA de 6,79% para este ano, e 3,81% para 2022. No momento, a inflação é um problema mundial. É incrível o que se ouve e vê na mídia, que tenta de todas as maneiras achar culpados e colocar a população em pânico, numa discussão sem sentido. Analistas e apresentadores entrevistam pessoas nos supermercados comparando preços, procurando gerar um verdadeiro caos, sem as devidas explicações do porque que isto está acontecendo. A volta a este tema tem como objetivo explicar o porquê e, principalmente, diminuir as bobagens que estão sendo ditas.

 

Produção

A cada semana, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central ajustam para cima a projeção do crescimento da economia. Este ano deve fechar em 5,30% e, para 2022, o esperado é 2,10%. Na verdade, estes números poderiam ser maiores se as dificuldades no fornecimento de matéria-prima fossem menores. Por exemplo, as montadoras de veículos estão praticamente paralisadas devido à falta de semicondutores, o que deve se arrastar até o final de 2021. Fiat, General Motors, Volkswagen e Renault pararam a produção. A venda de veículos novos caiu pelo segundo mês consecutivo, quando o setor começava a se recuperar. Todos sabem a importância do setor para a economia, tanto pela geração de emprego e renda, como também pelo efeito de interligação com outros seguimentos que estão profundamente ligados no setor automobilístico. Apesar disto, o otimismo está presente tanto no setor industrial como nos serviços e comércio, que acreditam que as dificuldades causadas pela pandemia começam a diminuir. A expectativa é positiva para este final de ano, e principalmente para 2022.

 

Pense

Não permita que o passado prejudique o seu presente e dificulte o seu futuro.

Sobre o autor

Publicidade

Ouça nosso Podcast

TV Gazeta – Vídeos

Previsão do Tempo

Publicidade

Publicidade

RESULTADOS

Signos

Publicidade

Publicidade