Sem dúvida nenhuma, o agro do Brasil está em alta e deve permanecer assim. Hoje, somos o maior produtor de soja do mundo, e grande exportador de grãos e alimentos. A FAO e a OCDE apontam que 40% dos alimentos que serão consumidos em todo planeta nos próximos anos sairão daqui. Segundo os analistas, está situação favorável deve permanecer assim pelo menos nos próximos cinco anos. Eles dizem que os estoques mundiais de commodities agrícolas tendem a permanecer baixos, portanto, as cotações continuarão elevadas. Por outro lado, o maior importador de proteína animal do mundo, a China, deverá continuar demandando carne, mesmo com a recuperação de parte do plantel suíno, que foi dizimado pela peste suína africana. Afirmam que inexiste possibilidade, no curto prazo, de recomposição do rebanho. Com isto, as exportações brasileiras continuarão em alta. O cenário do agronegócio, que hoje é extremamente favorável, deverá continuar assim nos próximos anos, o que é uma grande noticia para a economia brasileira. E este é um componente que pode trazer segurança para investimentos no setor. O que é bom para os produtores, é ótimo para o Brasil. Estas perspectivas favoráveis para o setor primário são de suma importância para a economia do Rio Grande do Sul. Por aqui, quando o agro vai bem, todos se beneficiam. Boas notícias para os próximos anos!

 

Será que a guria vai voltar?

Voltam os rumores de que a La Ninã pode voltar. Agora, são os analistas do Bank of America que estão vendo um risco crescente, com 80% de chances de que o fenômeno volte. Quando ela esteve por aqui, atrasou as chuvas, retardando safras e diminuindo a produtividade, principalmente da soja e do milho. Hoje, o setor vive um bom momento e, se isto acontecer, pode reduzir o volume e a produtividade destes grãos. Os preços estão ótimos, e as exportações a mil, bem que esta menina poderia deixar para aparecer lá bem mais adiante. Quem sabe se esta guria se perde pelo caminho!

 

Cobertor curto!

A indústria automobilística está sofrendo para acabar determinados veículos da produção. No painel anterior, se falou da falta de semicondutores eletrônicos, mas o problema vai muito mais longe. Além de o mundo estar convivendo com a falta de chips, também existe uma escassez global de peças e componentes. Dado recente da Anfavea diz que o Brasil já deixou de produzir, este ano, por falta de peças e componentes, cerca de 120 mil veículos, e no mundo, este número chega a 5 milhões. Como inexiste produção que atenda todo o mundo, a distribuição é um pouco para cada um, e aí a indústria tem que resolver o que fazer com aquilo que chega. A opção, hoje, é a produção de veículos mais caros, que trazem maior margem de lucro, em detrimento aos carros populares. Em anos anteriores, os carros mais baratos estavam na base da pirâmide de vendas; agora, têm uma parcela mínima na produção. Hoje, 68% dos carros vendidos no País custam acima de R$ 70 mil. Antes, estes representavam somente 40%. Imagine que esta mudança está trazendo alteração no mercado de veículos, na oferta e na procura, fazendo com que as opções de compra fiquem menores. Quem quiser comprar um carro popular vai ter esperar sentado. Some-se a isto o “para e anda” na produção. São férias coletivas e produção interrompida de determinados modelos. Quando este mercado vai se regularizar? Dizem que, no curto prazo, será impossível. Hoje, quem tiver mais dinheiro consegue comprar um carro novo, porque os mais baratos desapareceram. Que fase!

 

Como acreditar no Legislativo

Infelizmente, hoje o descrédito do poder legislativo é enorme, e continua crescendo. A cada ato, fica mais claro de que eles estão preocupados apenas com os seus interesses, sem pensar no Brasil. O último episódio lamentável foi a proposta de aumento do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. É dinheiro que os partidos políticos terão para pagar as despesas dos candidatos na eleição do ano que vem.

Nesta fase em que o país está, saindo de uma pandemia, se arrastando para gerar emprego e renda, e eles preocupados apenas com os votos. O mais lógico seria que os valores anteriores tivessem apenas a correção da inflação, mas mesmo assim, eles poderiam abrir mão deste aumento em favor do Brasil. Com certeza, este reajuste, assim como está, vai receber o veto do Presidente. E aí eles vão ter que se expor para derrubar o veto. No ano que vem, estarão pedindo o seu voto. Que vergonha!

 

Pense

A moeda sempre tem dois lados.