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Nas entrelinhas da carta

Nas entrelinhas da carta

Nosso país é um modelo de contradições. Dizem que somos uma democracia, mas nunca deixamos de ser uma nação de privilegiados. Não há reis, mas é como se houvesse: o poder passa de pai para filho ou afilhado, como numa dinastia. Nas classes altas, os filhos vão às universidades, aperfeiçoam-se nos países de 1º Mundo e, se voltam, é para exercerem os cargos de mando e legislarem em benefício próprio, sempre com leis que os protejam e lhes dêem mais poder.

Diversas insurreições foram sufocadas com violência, mas a alma do povo não deixa de sonhar com a justiça e a igualdade.

Os três Poderes – que deveriam respeitar-se e resguardar sua autonomia – agora se digladiam numa luta insana. O Judiciário condena o infrator que prega a luta contra as instituições democráticas, mas o Executivo concede o perdão alegando o direito de o acusado exprimir suas ideias. Enquanto isso, o Legislativo procura brechas nos incisos das leis para justificar os atos do Governo. E outros tantos casos, que nos pareciam mais provados do que nunca, voltam ao cenário, e os réus saem impunes, e quem os acusa é que está sendo julgado. E sua condenação está por um triz.

Nossa Carta Magna é muito cheia de adendos, ressalvas e remendos. Fica exposta a diversas interpretações, conforme o interesse dos que a procuram como uma desculpa para seus interesses.

Sempre achei a disciplina de Educação Moral e Cívica difícil de entender. É possível que seu objetivo tenha sido esse mesmo, confundir. Foi criada durante a Revolução de 31 de março de 1968, e esta ainda faz parte das comemorações das Forças Armadas! É uma tragicomédia este momento que estamos vivendo.

E as pandemias continuam a afligir-nos. Covid-19, influenza e, agora, dengue.

Usar ou não usar máscara? Foi só tirá-la e novos casos apareceram. Noutras cidades, haja repelente, pois os mosquitos estão em toda a parte. E nas inocentes reuniões familiares, sempre alguém sai contaminado. Os testes da Covid-19 estão cada vez mais solicitados.

Estamos chegando aos últimos dias de abril. Que trouxe muita coisa boa, a chuva, as nascentes enchendo-se, os campos voltando a cobrir-se de verde, e o gado feliz, engordando. Novas colheitas, mas as frutas do verão não chegaram a satisfazer. Gôndolas dos supermercados com poucas variedades de hortigranjeiros. É a vida, um dia de vacas gordas, outro de vacas magras.

É sempre agradável ver estudantes a caminho das escolas. Que elas consigam envolvê-los num só propósito: ajudá-las a crescer em amor e humanidade para que a vida seja mais justa e feliz.

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