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Uma questão de tempo

Uma questão de tempo

Meus filhos se queixam da lentidão de meus aparelhos domésticos. Do fogão que leva uma eternidade para ferver o leite ou a água. Do computador, na sua lentidão em acessar a Internet, o Google.

Nesta última visita de um deles, eu já tinha providenciado a limpeza do fogão pelo profissional infalível. Agora, tenho que ficar mais atenta. Já queimei um pudim, e quase deixei derramar o leite.

Pois é, mas na última visita, o Google ‒ acho que por birra ‒ não mostrou melhoras no desempenho depois de minhas tentativas de eliminar aplicativos sem importância para mim. Os filhos querem que eu aumente os mega não sei o quê. Mas o preço é o dobro, e os encargos subiram de valor.

Para mim não há tanta pressa. Tudo tem seu tempo certo, e há espaço suficiente para cada tarefa ou curtição. Os minutos escorrem devagar quando bem aproveitados. É preciso apreciar o presente, sem aborrecer-nos em programar o futuro.

Esse cada vez se mostra mais incerto. Qual candidato vai ser nosso novo presidente? Novo?! Assim fosse, pois os ex já mostraram do que são capazes. Até quando vamos sofrer as tragédias do Rio de Janeiro, S. Paulo, Minas Gerais com as enchentes? E o nosso Rio Grande do Sul voltará a ser o celeiro do Brasil? Só Deus sabe.

Nesta semana, tive a oportunidade de “dar um pulinho” até Cachoeira do Sul. Os campos estão verdes, ovelhas bem gordinhas, bem alimentadas, oliveiras e parreirais dando boas esperanças.

Durou duas horas nossa permanência na cidade. A quem procurar para matar as saudades? Ao passar pelas ruas, tão rápido, minhas lembranças me ofuscam como um calidoscópio. Não me detenho em nenhuma, não há tempo, e são tantas. Casas antigas, bem poucas, as novas edificações vieram substituí-las. Já não tenho certeza de onde ficava o pensionato da Dona Cuchinha. A quadra toda está diferente.

Concentrei-me na área da Catedral, antiga Matriz dos meus tempos de estudante. Ali pude sentir a alma da cidade, e lembrei, com saudade, pessoas que foram parte importante de minha vida.

Na saída, os antigos engenhos em ruínas atestam o fim de uma época de glória e de fartura da antiga Capital do Arroz. Tempos felizes aqueles.

Mas, de tudo o que vi, e que trouxe comigo como um regalo, foi a visão das árvores centenárias que ainda sombreiam a praça da Catedral. E sua pujança ao resistirem aos tempos e intempéries. Esta visão não vou jamais esquecer.

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