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Obrigado, me desculpa, por favor

Obrigado, me desculpa, por favor

Já estamos na segunda década do primeiro século do novo milênio – tão aguardado como o tempo mágico, que mudaria a vida no planeta para melhor –, mas parece que estamos regredindo para o estágio do Homem das Cavernas.

Hoje podemos brindar ao avanço na área da saúde humana, com a descoberta de antídotos para as doenças consideradas, até então, incuráveis, mas os males da alma parecem deteriorar as relações sociais por falhas na educação e no apego aos bens materiais.

É difícil, hoje em dia, encontrar pessoas que pedem licença ou agradecem ou que sejam gentis no trato com seus semelhantes.

Parece uma torre de Babel, onde ninguém se entende. Torcedores fanáticos se agridem e até se matam como inimigos ferrenhos. Na política, deputados, senadores, ministros e eleitores se ofendem, agridem-se, e muitas mortes “acidentais” de pessoas implicadas ainda não são esclarecidas. Vale tudo, só a opinião alheia não pode ser aceita.

Diariamente, se observam indelicadezas nos locais de trabalho, no trânsito, nos lares, na sociedade. Uma falta de respeito. Mulheres são tratadas como inferiores, tanto no salário como seres submissos aos homens.

Um casal amigo, visitando a cidade, se queixou: o recepcionista do hotel nem levantou a cabeça para cumprimentá-los. Só perguntou quantos dias iam ficar e, entregando-lhes a chave, apontou na direção do apartamento. Carregar as malas? Nem pensar. E os queridos amigos só não se despediram logo por causa do cansaço da viagem.

Nas escolas, brigas entre colegas até na sala de aula. Às vezes, na esquina mais próxima. E então a escola não assume, está fora de sua área. Até os professores sofrem ofensas e mesmo agressões por alunos ou seus pais.

Locais públicos sofrem vandalismos, e o embelezamento e a segurança das ruas e praças ficam vulneráveis.

E tudo por quê? Falhas na educação. Ela vem da família, mas o que esperar dos lares desfeitos ou mal feitos, dos filhos sem pais ou abandonados? Mães e pais pensando que educar é bater, como certa mãe que ameaça a filha de cinco anos com tapas na cara por qualquer motivo.

Quem é feliz num mundo assim?

Cada um de nós é responsável por isso e tem o dever de contribuir para a saúde espiritual de seu semelhante. Quais os remédios? Gentilezas, sorrisos, desejar bom dia, pedir licença, mostrar respeito, desculpar-se. E procurar colocar-se no lugar do outro. Não retrucar ao revoltado que nos ofende. Ele tem razão de ser o que é, foi tratado assim.

Um sorriso pode desarmar o mal-educado mais do que uma pedra certeira. Já vi isso acontecer várias vezes.

Nesse mês dedicado à Mulher, meus parabéns por suas conquistas, mas que o seu empoderamento não lhes tire a meiguice, a capacidade de acolher, confortar, ser a fada do lar, mesmo com a sobrecarga de tarefas. Pois essa deve ser a nossa maior glória.

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