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Caçapava 100 anos atrás

Caçapava 100 anos atrás

Nesta edição, apresentamos as quatro últimas correspondências trocadas entre os comandantes pica-pau e maragato durante a tomada de Caçapava, em fevereiro de 1893, documentação transcrita graças à parceria entre a Casa de Cultura Juarez Teixeira e o Arquivo Histórico Municipal Nicolau Silveira Abrão.

 

Documento n. 3. – Caçapava, 16 de Fevereiro de 1893 – Cidadão.- O vosso communicado de hoje impondo a rendição desta praça que apenas tem o recurso necessario de força para a manutenção da ordem, e governo que se considera legitimo e ainda assoberbando-a com um pessoal bellico de 500 homens armados e dispostos a qualquer reação, cedo pela garantia de vida e propriedade dos cidadãos, conforme prometteis, e por isto depomos as armas na fé de compromisso de cavalheiro. Contai, cidadão, que pela pátria tudo farei assim como aquelles que commungam a ideia politica do partido a que está (…), e se hoje infelizmente na refrega pereceram os vossos companheiros como os nossos, o que lamento, é por que assim a dignidade politica exigia. Saude e Fraternidade. Ao cidadão Laurentino Pinto Filho.- (Assignado) – Celso de Campos.

 

Documento n. 4. – Acampamento das forças revolucionarias em Caçapava, 18 de Fevereiro de 1893.Cidadão – Tendo de retirar desta cidade a força de meu commando, para melhor poder conservar a cavalhada e mesmo exercital-a, resolvi deixar uma guarnição com o fim de manter a ordem e guardar os prisioneiros de guerra feitos nos dias 17 e 18 deste mez em consequencia do combate e rendição desta cidade, cuja guarnição vos (…), esperando com que a força que fica à vossa disposição e com a que julgardes necessaria e me requisitardes, satisfarei o intuito de nosso «comite» que é de manter a ordem, o respeito a família, a propriedade e a vida dos cidadãos, poupando, quando possível, o sacrificio de sangue. Os presos são: Antonio Celso de Campos preso sob palavra; Antônio Carlos Oleques, em identicas condições; João Felix Senna Gaasina, João Candido da Silva, Liberato Antonio Feiteiro e dr. Clemente Pinto, presos sob guarda. Saude e Fraternidade.- Ao cidadão Pedro P. Maciel.- Laurentino Pinto Filho.

 

Documento n. 5. – Caçapava, 19 de Fevereiro de 1893. – Cidadão – Tenho presente vosso officio com data de 18 do corrente, em que vos dignais encarregar-me do commando da praça e bem assim da guarda dos prisioneiros de guerra seguintes: Antonio Celso de Campos preso em casa sob palavra; Antônio Carlos Oleques, em identicas condições; e com guarda: João Felix Senna Gaasina, João Candido da Silva, Liberato Antonio Feiteiro e dr. Clemente José Pinto. Podeis, cidadão, ficar seguro que não pouparei esforços para sustentar até o ultimo a causa da liberdade, mantendo á ordem, o respeito ás famílias, á propriedade e a vida dos cidadãos. Saude e fraternidade – Cidadão Laurentino Pinto Filho – Pedro Pereira Maciel.

 

Documento n. 6. – Atestto, sob minha palavra de honra que é digo de todos os encomios o procedimento cavalheiroso do cidadão Laurentino Pinto Filho, commandante das forças revolucionarias durante o tempo que permaneceu nesta cidade, não só mantendo a ordem como acatando adversarios, abnegando de si toda paixão pessoal. Igual procedimento tiveram seus dignos auxiliares. Caçapava, 18 de fevereiro de Fevereiro de 1893.- Antonio Celso de Campos, intendente.

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