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Convivendo com as mudanças

Convivendo com as mudanças

Com certeza, daqui para diante, tudo ou quase tudo vai ser diferente. A pandemia marcou uma divisória entre o que foi nossa vida até aqui, na maneira de ser, de agir e, principalmente, de pensar. Até a natureza mostrou profundas mudanças. Agora, em pleno verão, estamos gozando o clima gostoso do outono, temperaturas amenas, céu limpo, nuvens brancas. Gozando em certo sentido, pois lavradores e criadores olham com tristeza suas plantações, seus rebanhos, com as incertezas das safras. E isso tudo nos toca, pois no campo é que está nosso sustento.

Estamos mudando nossos hábitos de convivência, os encontros de amigos se fazem online, as festas também. Ainda bem que o bom humor ainda está presente naqueles que aceitam as modificações e as tornam mais prazerosas que nunca. Em vez de um salão de festas com aglomerações, carros desfilam com os amigos do homenageado, transmitindo mensagens, serenatas e desejando-lhe muitos anos de vida e felicidade.

No mês de janeiro – pródigo em aniversariantes da família e amigos – foi assim que aconteceu. A alegria se espalhou pela quadra, a vizinhança não se queixou, pelo contrário, tomou parte ativa nos brindes.

No meu pátio, coisas estranhas estão acontecendo. Coitadas das hortênsias, sua vida foi tão breve, agora estão calcinadas, cinzentas, pedindo para serem podadas. A pitangueira, no entanto, apareceu com flores fora de época – seu tempo é novembro – e agora exibe, orgulhosa, suas frutas bem vermelhas.

Lesmas e bichos cabeludos desapareceram. Será que estão escondidos debaixo da grama crescida? A vinda do meu jardineiro ficou mais complicada, é preciso agendar com tempo para ele poder vir. Os fregueses aumentaram, o verde cresce depressa no verão.

A Polícia nunca esteve tão ativa! Assaltos – ou tentativas – em pleno dia, personagens estranhos invadindo casas e agredindo mulheres, brigas de casais, de vizinhos, homicídios, não falta nada no cardápio de infrações ou de crimes.

Há casos em que os soldados nem atendem mais, como o da mulher que expulsa o companheiro a facão, mas dias depois o recebe de volta. Meninas que saem de casa e desaparecem, mas depois voltam. Algumas não, infelizmente.

Como dizia Agatha Christie sobre sua cidadezinha, que ali era um laboratório de tudo o que acontecia no mundo, aqui também dizemos o mesmo. Os caçapavanos já não se espantam com mais nada.

Mas também noto aqui e no Estado – talvez em todo o país – um desejo de mudar para melhor nossas vidas, relacionamentos, meio ambiente. Políticos responsáveis se dão conta de que os mandatos de governabilidade passam. Daqui a uns anos, poucos se lembrarão dos nomes dos governantes, mas a natureza e o povo continuam. Por isso, recomendam os cuidados com a preservação do meio, com a pessoa, sua segurança, direitos humanos e respeito à sua individualidade. E apostam na educação, que começa com a civilidade, o trato adequado do lixo, o fim aos vandalismos, o respeito ao outro, coisas que parecem pequenas, mas que significam muito para o futuro nosso e do Planeta.

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