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Décima do desapaixonado

Décima do desapaixonado

Tudo na vida tem seu tempo e tem seu preço,

Erra quem pensa em só viver de gratuidade.

Um que conquista se acha forte: “eu bem mereço”,

Mas lhe custou investimentos, na verdade.

 

Na juventude, tudo é sonho e fantasia,

Mas passa o tempo e se alcança a maioridade.

Perde-se a conta do quanto a gente queria

E sobram migalhas, nossa dura realidade.

 

Pior ainda quando os nossos desencantos

Ocupam laudas ao longo da larga existência,

Nem revirando o passado nos quatro cantos,

Juntamos mais do que a dor dessa experiência

 

Embora o mundo se revire e se transforme

E sobrem ofertas de carícias dadivosas,

Cada um de nós enxerga a vida, essa disforme,

Buscando afago nas conquistas amorosas.

 

E se hoje amargo essas derrotas relativas,

Porque já tive outros caminhos transitados,

Sobram lembranças das andanças paliativas

E me declaro como um desapaixonado.

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