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E se você ficasse sozinho em uma ilha deserta?

E se você ficasse sozinho em uma ilha deserta?

Como disse na semana passada, eu já havia lido A ilha do tesouro algum tempo atrás. Essa primeira leitura ocorreu logo após finalizar a de As aventuras de Robinson Crusoé, o que foi muito legal, pois esses livros possuem muitos ecos entre eles. Lendo A ilha do tesouro pela segunda vez, lembrei dessa experiência, e resolvi indicar que vocês também a façam.

Mas, antes de falar sobre As aventuras de Robinson Crusoé, quero chamar a atenção para um detalhe curioso. Essa obra foi escrita por Daniel Defoe. Já indiquei outro livro dele, Moll Flanders, em cuja Apresentação é dito que a história daquela mulher será contada para servir de exemplo a quem se veja em situações como as em que ela se via. Pois bem, no Prefácio de As aventuras de Robinson Crusoé, há algo parecido: “A história é contada […] com a aplicação religiosa usual que os homens judiciosos sempre dedicam aos eventos, ou seja, para instruir os outros mediante o exemplo […]” (p. 7).

Outra similaridade curiosa entre esses dois livros é que Daniel Defoe os faz passar por histórias reais.

As aventuras de Robinson Crusoé é um relato autobiográfico. O mais novo de três irmãos, Robinson Crusoé sente uma forte inclinação pelo mar. Seus pais o aconselham a não seguir este caminho, pois acreditam que será prejudicial a ele. E estão certos. Mas Robinson não dá ouvidos aos pais, nem ao capitão do primeiro navio em que embarca, quem, após enfrentarem uma tempestade terrível, lhe diz para nunca mais ir ao mar.

Fato é que nenhuma viagem de Crusoé foi completamente agradável. Muito pelo contrário. Mas, apesar de todos esses sinais, ele não desiste. Sem aprender nada com seus erros, depois de uma temporada vivendo de forma próspera e a salvo no Brasil, Robinson embarca em um navio para buscar escravos. Após enfrentar duas tempestades fortíssimas, a embarcação encalha. Com o mar ainda revolto, os tripulantes utilizam o escaler para tentar chegar à terra firme. Porém esse bote acaba afundando, e apenas Robinson Crusoé alcança o objetivo, acabando sozinho em uma ilha deserta. Como ele sobreviverá agora? Conseguirá salvar-se e deixar a ilha algum dia?

 

Referência:

DEFOE, Daniel. As aventuras de Robinson Crusoé. Tradução: Albino Poli Jr. Porto Alegre: L&PM, 2014. 320p. (Coleção L&PM POCKET; v. 11)

_____. Moll Flanders. Tradução: Antônio Alves Cury. São Paulo: Abril Cultural, 1981. 359p.

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