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Educar é iniciar processos

Educar é iniciar processos

Continuo dando eco ao tema da Campanha da Fraternidade de 2022, que nos desafia a falar com sabedoria e a educar com amor. Considero que estamos, aos poucos, superando esse longo período da pandemia, que já dura dois anos. A grande pergunta que podemos nos fazer, nesse momento, é essa: o que podemos aprender com a pandemia para iniciar novos processos que contribuam para o nascimento de uma nova realidade educacional? Partilho alguns elementos presentes no texto-base, que nos ajudam a responder a questão colocada.

A descoberta de nossa vulnerabilidade pode ser ocasião para nascer uma nova força de cooperação. Tudo está interligado. Não existe solução fácil para problemas difíceis. Priorizar a educação supõe empenho concreto de todas as forças vivas da sociedade, ou seja, inicia pela família e vai até a criação de políticas públicas. É preciso iniciar processos a partir de pequenas práticas e de perseverança nos propósitos estabelecidos.

A pandemia nos possibilitou a redescoberta da compaixão e da misericórdia de Deus expressas tanto na oração pelos enfermos e pelas vítimas, como na prática da solidariedade com os pobres, sobretudo aqueles em situação de fome, de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar.

O horizonte quaresmal nos ajuda a pensar em boas práticas de misericórdia no cenário educacional. É preciso instruir, aconselhar, consolar, confortar, perdoar, suportar com paciência e rogar pelos vivos e mortos. Dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar abrigo aos peregrinos, assistir aos enfermos, visitar os presos, sepultar os mortos.

A humanização de uma sociedade passa também pelo modo de lidar com a fragilidade, com a morte e com o luto. A pandemia nos recordou que não podemos perder de vista essa realidade. Precisamos olhar a educação à luz da fragilidade e da morte tão próximas de nós. Podemos até nos perguntar: o que é que estamos fazendo com a vida, com a morte e com o luto? É preciso viver como quem sabe que um dia também passará por essa experiência da morte. Educar para lidar com a morte implica o modo de perceber a vida e como a temos vivido. Quantas famílias próximas a nós passaram por essa experiência da morte! Quanto sofrimento! Concluindo: somos todos frágeis e passageiros.

Que possamos participar de processos que nos ajudem a lidar melhor com essa realidade da fragilidade de vida. Que a educação atual olhe com atenção para essa realidade tão presente no meio de nós.

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