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Governar é, também, cuidar das estradas

Governar é, também, cuidar das estradas

Vou recordar para avivar a memória de alguns e informar a outros que não sabem ou que não lembram que JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA (1902-1976), o JK, como era conhecido politicamente, foi um mineiro da cidade de Diamantina-MG que governou o Brasil de 1956 a 1961. Durante seu mandato, construiu Brasília, a nossa nova e atual Capital Federal, que foi inaugurada em 21 de abril de 1960.

JK já dizia, naquela época, que governar era abrir estradas. Eu complemento: abrir estradas novas e manter estradas e ruas antigas não pavimentadas em condições de tráfego. Para quê? Para fazer funcionar a economia; para escoamento das safras da agropecuária sem prejuízo aos produtores que geram riquezas e pagam seus impostos em dia, direta e indiretamente; para oportunizar a circulação do transporte escolar e das pessoas em seus veículos e máquinas agrícolas que, hoje, todos têm. Enfim, por respeito à população que paga os salários dos administradores eleitos pelo povo para servir ao povo como um todo. Cuidar das estradas e das ruas não é favor que o prefeito presta, ele é pago para isso. Aliás, muito bem pago, ele e toda a sua equipe.

Lá pela década de 1960, no tempo do JK, meu pai falou com o Carlinhos Melo, que ainda não era prefeito, visando saber como patrolar a estrada que serve até hoje ao Rincão dos Nizas e que liga a Picada Grande ao Durasnal. Foi orientado a construir uma cerca para definir o corredor naquele trecho, porque assim a Prefeitura poderia realizar um trabalho em local público e de interesse de toda uma comunidade. Assim foi feito, e a nova estrada conheceu a sua primeira patrola.

Uma década depois, o Prefeito Seu Memé autorizou a construção da ponte de madeira sobre o Arroio da Divisa. Em 2012, no último ano do meu mandato de prefeito, mandei reformar aquela ponte. Houve até uma sindicância do novo governo para averiguar se eu havia superfaturado o valor das vigas de eucalipto. (Eu doei os quatro troncos)

Em setembro de 2018, a ponte caiu com uma enxurrada na enchente de São Miguel. Desde aquela época, o local já foi visitado por autoridades e representantes municipais, e a ponte continua caída. Na última campanha, assisti a uma cena constrangedora no Durasnal, quando um morador revoltado cobrou asperamente do atual mandatário do município, que prometeu resolver a situação em breve, durante seu novo mandato.

Até hoje, passados três anos da queda, tudo continua como dantes no quartel de Abraantes. Por ali trafega gente, gado, moto, carro, caminhão, trator, colheitadeira e “desrespeito” por uma população que está cansada de esperar. Escrevo em sua defesa porque sou de lá. Esta situação é pior do que quando o Dr. Carlinhos foi prefeito. Andamos para trás, de ré, e já sem esperança, por confiar naqueles que recebem seu salário em dia, mas que não cumprem com suas obrigações.

É por essas e outras que o povo desacredita da palavra de políticos que são eleitos para servir à população, mas acabam servindo-se do cargo e esquecendo que o cumprimento da palavra empenhada ainda define o caráter da grande maioria das pessoas de bem. Oremos…

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