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Medidas do desenvolvimento

Medidas do desenvolvimento

Existem vários parâmetros utilizados para medir o desenvolvimento dos países com o objetivo de compará-los e, também, de observar seu desempenho através do tempo. Com base nestes critérios, os países foram denominados desenvolvidos e subdesenvolvidos. Há pouco tempo, foi criada uma categoria de países em desenvolvimento. As análises utilizam como base o valor do Produto Interno Bruto (PIB) total, da Renda Per Capita, a Paridade do Poder de Compra (PPC), o nível educacional e até o consumo de energia, entre outros. Sem dúvida nenhuma, o valor do PIB, que é a soma de toda a riqueza produzida num país em um determinado tempo, é o indicador de maior facilidade na obtenção dos dados, mas este pode ter distorções, principalmente em alguns países que têm grandes volumes de extração de petróleo e possuem um valor do PIB elevado, mas isto, muitas vezes, fica sem repercussão na renda da população.

 

Valor do PIB

No mês de março, este assunto já foi aqui abordado, mas como outro indicador vai ser analisado, é prudente ter esta referência. Os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), indicam que o Brasil estava no 9º lugar em 2019. Já em 2020, ficou em 12º, e agora em 2021, existe uma projeção que coloca o país no 13º lugar. Dá para ver que o país vem perdendo posições nos últimos anos. Nestes três anos, mantiveram a colocação os Estados Unidos, em 1º com 22,7% da riqueza mundial, e a China, em 2º com 16,6%. O Japão é o 3º colocado e a Alemanha está em 4º lugar. O PIB brasileiro estimado para 2021 representará apenas 1,5% do PIB global.

 

Paridade do Poder de Compra

O critério PPC reflete as diferenças de custo de vida entre os países. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, com base nos dados e projeções do FMI, elaborou um estudo que analisa o tamanho das economias mundiais nos anos de 2019, 2020 e 2021. Diferente do ranking pelo PIB, em 1º lugar, aparece a China, que se manteve nesta colocação nos três anos analisados. Em 2º, vêm os Estados Unidos, que também manteve posição. Mas em 3º já aparece a Índia para só depois o Japão e a Alemanha. Nos três anos analisados, o Brasil se manteve na 8ª colocação, mas os dados indicam que está próximo de ser ultrapassado por Japão e Reino Unido. O poder de compra do brasileiro está diminuindo.

 

Renda Per Capita

Este indicador é obtido dividindo o valor total do PIB pela população. No ranking global dos países com maior renda per capita, o FMI diz que o Brasil deve continuar perdendo posição nos próximos anos. Em 1980, a renda per capita do brasileiro, considerando-se cerca de 200 países, estava entre as 50 maiores. Já em 2020, ficou em 85º lugar, com indicativos de que vai continuar perdendo posições. Este é um indicador pouco considerado devido à possibilidade de grandes distorções, principalmente em função da concentração de renda. Poucos ganham muito, e muitos ganham pouco. A verdade é que o tombo da economia brasileira em 2020 em função da pandemia fez a renda per capita nacional recuar. O abre e fecha na produção provocou um grande desemprego, prejudicando a renda das famílias num recuo de 5,5%, a maior queda na série histórica do IBGE.

 

O sonho continua

O tempo passa, e o sonho do Brasil de entrar no rol dos países desenvolvidos continua. Cada vez que os índices de crescimento sobem, as esperanças renascem. Agora vai! Mas logo acontece nova queda. Costumam dizer que o crescimento da economia brasileira é como o voo da galinha: bastante curto. Para que o nível de desenvolvimento seja atingido, é necessário um crescimento médio de 4% durante pelo menos cinco anos. Isto formaria uma base para a continuidade do processo. Hoje, o que está presente é que vários países – como Estados Unidos, China, Reino Unido, países da União Europeia – deverão sair da pandemia com números melhores do que as projeções para o Brasil. O distanciamento com as nações desenvolvidas irá aumentar. Ficam as esperanças de que, ainda nesta década, os obstáculos sejam superados, e o Brasil volte a crescer num ritmo mais significativo. Se as reformas propostas forem realizadas, existem possibilidades de projetar um futuro econômico mais positivo. Tudo depende do Poder Legislativo arranjar um tempo e ter vontade de votar os projetos.

 

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