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Novas ondas

Novas ondas

Quando a gente pensa que o pesadelo acabou, que podemos agora tirar a máscara e abraçar nossos queridos, eis que novas ondas aparecem no mar agitado.

Agora é a ômicron, que para uns é um vírus rápido na contaminação, mas leve nos sintomas e menos perigoso, mas eis que novas mortes são anunciadas por todo o território nacional e no mundo por causa dela.

Ainda bem que é verão, os dias são mais alegres, e a depressão não nos abate,   ficando  a esperança em dias melhores .

Numa entrevista na TV, um médico que perdeu a filhinha de sete anos – que ele mesmo intubou – lamenta os atrasos na vacinação das crianças, que ainda vai demorar alguns dias. Enquanto isso, pode haver mais mortes de inocentes.

Para complicar mais a situação da pandemia, os hackers teimam em apagar dados sobre a evolução da vacinação e números de novos casos e de mortes.  A troco de quê? Quem ganha com isso?

Os noticiários dos últimos dias trazem só tragédias, enchentes, rompimento de barragens, gente soterrada ou levada pelas águas, turistas atingidos por desbarrancamento de rochas das margens por onde passeiam de lancha.

Mas vamos deixar de tristezas, ainda há muita coisa boa no mundo; gente de bom coração que socorre, consola, estimula; profissionais da Saúde e da Segurança que arriscam a própria vida para salvar outras vidas. Jornalistas que, com sua ousadia, descobrem focos de corrupção e desperdício, percorrendo áreas alagadas, ou vítimas da seca atroz que nos castiga aqui no Sul. Educadores que acreditam em Paulo Freire, em sua campanha de erradicação do analfabetismo das classes humildes e na igualdade de condições no preparo para a vida e oportunidades de crescimento. Cientistas que se debruçam sobre novos estudos e descobertas de antídotos contra as novas doenças que se abatem sobre nós.

Analistas políticos nos mantêm a par do que acontece nos gabinetes, nas coligações de partidos, nos perfis de candidatos. Mas as ondas são tão fortes e as expectativas de boas escolhas vão ficando lá no fundo. Pois a polarização de intenções permanece. É tão forte na defesa de ideologias interesseiras que fica difícil quebrá-la.  Precisamos da lanterna de Diógenes para encontrar quem nos vai representar dignamente nos comandos deste país.

Temos fé, e ainda é tempo.

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