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O mapa da pandemia

O mapa da pandemia

Nosso Brasil é tão grande! Mas o danado do vírus já o tomou por completo. Nossa torcida diária é ver no noticiário o seu avanço, torcendo para que mais Estados, inclusive o Rio Grande do Sul, figure na cor favorável, a que indica queda de óbitos e de contaminação.

Já aparecemos dias seguidos no azul dos que baixaram os índices de abrangência da Covid-19, mas voltamos aos estáveis, o que é um pequeno consolo.

O agravamento da pandemia ora castiga uma região, ora outra, causando muita comiseração da parte dos bons patriotas. Agora é o Amazonas que sofre com o maior número de casos, situação essa agravada pela enchente descomunal que castiga seu povo. E, para completar a tragédia, a bandidagem está promovendo destruição e anarquia na capital e em algumas outras cidades.

Com isso, houve suspensão da vacinação, escolas fechadas, falha nos transportes – pois houve incêndios de ônibus e até de ambulância – e a economia em baixa. Um retrocesso numa hora de tamanha urgência!

Que bandidos são esses que não poupam os inocentes, não sentem a gravidade do momento e teimam em piorá-la ainda mais? Parece que foram atacados por um vírus que os torna imunes à piedade, e alimenta seus instintos selvagens. Nem os animais são tão cruéis, pois só atacam quando ameaçados. E cada vez a idade dos criminosos decresce, pois são os jovens os mais insensíveis, aqueles que praticam os crimes com maior crueldade.

Não sou uma autoridade no assunto, mas ainda podemos opinar, pois vivemos numa democracia. Até quando? Se Deus quiser, para sempre. Dependendo, no entanto, das manifestações populares que pedem a intervenção e revitalizar o AI-5.

E a CPI continua na procura e condenação dos responsáveis do atraso e negligências no combate ao vírus. As opiniões divergem, como sempre. Há quem diga que vai dar em pizza. Mas ainda restam esperanças de que o trato com a saúde dê um salto nos cuidados e providências acertadas dos responsáveis. Pois as realidades ficaram expostas.

Mas em toda a parte, não só no Amazonas, os crimes estão acontecendo. O desrespeito à saúde pública e às medidas sanitárias recomendadas, e as aglomerações continuam a espalhar esse inimigo invisível que detona os organismos humanos. Não dá para adiar essas festas, as baladas, as comemorações presenciais para mais tarde, quando o maior perigo passar?

Há tanta coisa para ser curtida dentro de casa! As mensagens que nos levam a pensar e nos unem aos entes queridos, mesmo que só virtualmente. Tempo para ler, recordar, refletir e ver que a vida é tão simples, e a alegria natural – que não precisa de estimulantes químicos – e que nos faz bem é aquela que brota de nosso íntimo. A satisfação de viver, ter família, amigos, fazer o bem… E os Médicos Sem Fronteiras, as ONGs nacionais que pedem contribuição para cestas básicas, remédios, agasalhos… seus apelos nos deixam aflitos, não é possível atender a todos. Basta cuidar dos mais próximos, às vezes uma palavra, um gesto, um sorriso, uma mensagem de otimismo e carinho fazem toda a diferença! E não esquecer também o desapego, repartir o que temos e não nos vai fazer falta.

A vida é o nosso dom maior. É preciso vivê-la cada dia com toda a intensidade de um coração apaixonado por Deus, pelo próximo, pela natureza e pelo grande milagre da existência.

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