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Por trás da máscara

Por trás da máscara

Passo pelas pessoas e não as reconheço. Muitas baixam a máscara para se identificarem.

Lembro a máscara do Zorro, nosso herói das revistas infantis, ou então os filmes de castelos e bailes de máscaras. Eram de todos os feitios, feitas com arte e capricho. E escondiam grandes segredos, romances proibidos – quando os casamentos eram ajustados por interesses recíprocos das famílias – e muitos Romeus e Julietas sofriam de amor contrariado.

Nunca pensei – pois de Carnaval jamais fui muito chegada – que essa peça faria parte de meus acessórios ao sair de casa. E também para atender à porta antes de abri-la. Pois é, parece que ela veio para ficar.

Mas acontece que elas têm outras vantagens, além da proteção contra a Covid-19: servem para esconder os estragos que o tempo e os momentos difíceis que atravessamos nos vêm causando. Minhas amigas também se queixam de novas rugas, flacidez da pele, menos brilho no olhar. Não se sentem as mesmas de antes da pandemia. Pois chego a dar graças quando alguém que não me vê há anos me encontra devidamente mascarada e ainda consegue dizer que não mudei nada, sou a mesma de sempre. Quem dera!

Tanta coisa veio à tona no país e no mundo enquanto o vírus se alastra! Aqui no Brasil, graças ao “guru” do Presidente – Olavo de Carvalho, acometido de Covid e falecido nesta semana – o país virou de cabeça para baixo. Nossos ídolos na Educação, na Saúde e até na Segurança caíram de seus pedestais e foram acusados de comunistas, retrógrados e responsáveis pelo nosso atraso.

Agora, as crianças e os adolescentes passam por trocas constantes de currículos escolares, recebem lições de História infiltradas com as ideologias do Governo, sofrem com a falta de equipamentos para as aulas online, permanecem analfabetas até a 3ª ou 4ª série, as evasões são constantes, e uma mísera parcela consegue terminar o 1º Grau.

Ainda bem que Brizola não foi esquecido. Hoje, seus admiradores – aqueles que conhecem a História verdadeira – prestam-lhe suas homenagens, lembrando as milhares de escolas que ele fundou, o seu apreço à educação e ao fato de ter elevado nosso Estado ao primeiro lugar no país em Educação. Nos dias que estamos vivendo, o que tem sido feito por ela, a mola-mestra que nos prepararia para as incertezas da vida, as mudanças necessárias, com os pés no chão e a cabeça livre de preconceitos e aberta à busca da verdade? Nossos fiéis educadores, filósofos reconhecidos, cientistas e suas invenções salvadoras, bem como os responsáveis pela segurança do povo, pela proteção das florestas e do meio ambiente, que lugar lhes cabe na hierarquia dos valores adotada pelos governantes atuais?

Que caia a máscara dos usurpadores de nossas garantias, de nossos bens e princípios para que, mesmo usando máscara e com todos os cuidados para combater a Covid, continuemos com a força de nossas convicções e a vontade firme de sairmos das situações calamitosas de nosso país. Que Deus nos ouça e proteja.

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