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Que os anjos digam amém

Que os anjos digam amém

Natal passou e foi diferente. Os abraços – ainda de máscaras – foram mais demorados e calorosos. Com saudades represadas, prontas a explodir em lágrimas de emoção. Foi o Natal do Amor. O Menino Jesus, o homenageado principal, fez lembrar a humildade de seu presépio, o bercinho de palha e a adoração dos pastores. E as Pastorais e ONGs da cidade foram impecáveis na arrecadação e distribuição de sacolas de mantimentos e brinquedos para os mais pobres ou desprotegidos. Não esqueceram moradores das periferias ou sem teto, sem emprego ou desalentados.

O Menino Jesus veio ao mundo para trazer a paz e a união às famílias, à sociedade, ao mundo. Dignificou os pobres, as famílias, as mulheres e todas as etnias. Seu reino não é deste mundo, mas aqui é o começo, e sua palavra e seu exemplo vão mostrando o caminho.

Agora, nos preparamos para receber o Ano Novo. Quem dera as lições do Natal e das quarentenas da Pandemia nos tenham legado suas lições de vida. Viver cada momento como uma dádiva de Deus. Conviver cordialmente com familiares e pessoas amigas. Lembrar dos tristes, dos solitários, dos idosos ou dos doentes que ficam à margem dos acontecimentos, ansiando por uma visita que tarda ou não vem nunca.

Quantos filhos, para proteger seus pais doentes ou idosos, proíbem qualquer contato externo, e eles ficam isolados, fora do mundo e dos acontecimentos. E caem em depressão, que é a pior das doenças.

Quantos outros, a bem de protegê-los, levam os coitadinhos para outra cidade, outro bairro, outra vizinhança, em casa de filhos ou de parentes. Assim, eles vão perdendo sua identidade, a localização, já não sabem onde andam, quem ficou para regar suas plantinhas, dar comida aos animais de sua estima. Por mais confortáveis que fiquem, permanece aquela tristeza que os mais jovens não entendem e que acaba por matá-los.

Por isso, eu desejo para o Ano Novo que todos e cada um tenham a vida que lhe faz bem, os jovens explorando o mundo em viagens e experiências; os adultos no ofício que é a sua vocação, na casa própria, livre de dívidas e com reservas para o futuro e também para partilhar; e os idosos, que não lhes faltem netinhos e bisnetos adoráveis a mimá-los, filhos e seus cônjuges prontos a protegê-los e convidá-los para suas comemorações, parentes, filhos ou netos jeitosos que solucionem os problemas técnicos da sua TV, do seu computador ou do seu celular. É verdade, há muitos vovôs que entraram nas novidades eletrônicas, mas, verdade seja dita, se atrapalham seguido, precisando de socorro. Sou testemunha, pois até minha netinha de sete anos me acode nessas emergências. Cabecinha jovem é outra coisa.

Que a pandemia dê o fora de nossas preocupações, e que a vacina salvadora seja aceita por gregos e troianos. Que não haja famintos e desalojados no país e no mundo, que nossas riquezas naturais sejam preservadas, bem administradas com justiça e igualdade. Que a educação – primeiro no lar – seja a salvação de nossas crianças e jovens, que os prepare para a vida e para o trabalho de sua vocação; e promova a igualdade social e de oportunidades para todos, pobres e ricos, de respeito às diferenças de raça, gênero e deficiências.

Que no Brasil permaneçam as boas cabeças nas ciências e nos avanços tecnológicos, pois mesmo perdendo grandes cérebros nacionais por falta de incentivo, nossos cientistas, a toda hora, tornam-se exemplos internacionais nas grandes descobertas. E que haja cada vez mais pessoal treinado para as atividades-meio da Saúde, que nos bastidores prestam toda a logística para que os grandes sucessos sejam alcançados.

Que cessem as devastações de nossas florestas, o pouco caso com o ambiente que nos acolhe, o desperdício de alimentos e de recursos naturais. Que o povo aprenda a desfrutar com respeito os espaços públicos, saiba reciclar e poupar. Que nenhuma família precise morar sob as pontes. E que se prepare para votar, não em candidato que distribui cestas básicas, mas naqueles que são ficha limpa e comprovem boas intenções para atender às reais aspirações do povo que o elegeu.

Enfim, que nossa Pátria volte a ser o orgulho de seus filhos perante todas as nações. E a bandeira nacional possa tremular orgulhosamente sem distinções partidárias. Que o Brasil volte a ocupar o lugar de respeito que sempre mereceu nas reuniões internacionais que discutem os problemas do Planeta e da sociedade.

Que os anjos digam amém.

Feliz Ano Novo

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