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Recuperação do comércio mundial

Recuperação do comércio mundial

Os últimos dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que o comércio mundial de bens se recupera a passos largos, tendo obtido um nível recorde no mês de julho. Este levantamento, denominado “barômetro de comércio de bens” e divulgado desde 2016, indica que o índice deste ano está 20 pontos acima do ocorrido no ano passado, significando que o fluxo de negócios externos está em pleno crescimento, porém sinaliza que o ritmo tende de ser mais lento a partir de agora. Isto é visto, porque o índice de novas encomendas de exportação desacelerou, o que afetará o ritmo no curto prazo. Os resultados da pandemia foram fortes e atingiram a todos, mas, aos poucos, o mundo começa a recuperar o tempo perdido. Segundo a OMC, houve alta em todos os componentes do índice, demonstrando que a recuperação está disseminada. Com crescimento mais robusto, o destaque é para frete aéreo, matérias primas e transporte de contêineres. Em relação à produção e às vendas de automóveis, os dados foram favoráveis, mas mostraram declínio de produção em alguns países. Esta queda foi provocada pela falta de semicondutores no mercado mundial, o que forçou a paralisação de linhas de montagem de diferentes empresas em vários países. Vale destacar que a líder mundial na venda de chips é a TSMC, de Taiwan, que já está construindo mais duas fábricas, uma no Japão e outra nos Estados Unidos, com a finalidade de suprir a grande demanda. Praticamente pelo volume produzido, é um monopólio na fabricação destes semicondutores, cuja oferta ainda é menor do que a demanda. A China está investindo mais de 100 bilhões de dólares para a formação de mão de obra e de instalações para fabricar componentes, mas ainda está 10 anos atrás. Do mesmo modo, a Europa está há 20 anos. Os Estados Unidos têm a Intel com dedicação exclusiva para a Apple. Ou seja, a escassez destes semicondutores ainda vai perdurar por um bom tempo, o que pode diminuir ímpeto do crescimento mundial, pois a indústria automobilística tem uma alta representatividade no comércio do mundo. Mesmo com estes problemas de escassez de peças, componentes e algumas matérias primas, a OMC diz que o comércio mundial de mercadorias crescerá, este ano, cerca de 8% em volume. São dados importantes, porque traduzem a realidade presente e permitem uma visão dos cenários futuros. O Brasil deve estar preparado para embarcar nesta onda de maré favorável e alavancar o seu crescimento. As exportações brasileiras devem ser favorecidas pela recuperação do comercio mundial. O cavalo está passando novamente encilhado e deve ser montado!

 

Para cima

O mercado financeiro, através do Boletim Focus do Banco Central publicado nesta semana, aponta que a inflação para este ano segue crescendo. Na semana passada, o IPCA, que é considerado como a inflação oficial, estava em 7,05%, e agora passou para 7,11%. Há um mês, estava em 6,56%, e deve ser ressaltado que está há 20 semanas em alta. É bom lembrar que o teto da meta estabelecido foi de 5,25%, portanto, vai ficar bem acima do desejado. Para 2022, a estimativa é de 3,90%, e o número anterior de 3,80% também indica alta no viés. Em 2023, deve ficar em 3,25% e, em 2024, em 3%. Com base nestes números, é possível perceber que o arrefecimento do índice inflacionário somente vai ocorrer no médio prazo. Vale ressaltar que a inflação é um problema que vários países do mundo estão enfrentando, e a causa é a pandemia que destruiu o sistema produtivo e prejudicou a logística do sistema. É um problema de pouca oferta para satisfazer o consumo, e também de valorização do dólar e das commodities. Cabe ao produtor lutar para produzir mais, e ao consumidor escolher e substituir aquilo que vai comprar. Outro indicador que apresenta estimativas de alta é a taxa Selic. Hoje, está em 5,25%, e deve fechar o ano em 7,50%, bastante semelhante à inflação. Com a elevação do juro, o Banco Central aposta na queda da inflação, ou pelo menos em diminuir o ritmo de crescimento. Juro elevado tende a enxugar a quantidade de moeda no mercado, freando o consumo.

 

Para baixo

Os analistas do mercado financeiro reduziram novamente a previsão de crescimento da economia. Na semana passada, era de 5,28%, e agora ficou em 5,27%. Para 2022, está previsto um índice de 2,00%. Na semana passada, essa previsão era de 2,04%. O cenário para este ano já está definido com algo em torno de 5%, mas o problema é a previsão para o ano que vem, que é de um número reduzido e em queda. O Brasil precisava crescer um pouco mais para gerar emprego e renda, mas hoje, este é o cenário. Apostas?

 

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