Passei a semana santa e nem sequer dei conta dela
Mirando a rua deserta pela fresta da janela
Encerrado em quarentena, trancado qual numa cela
Sem querer perdi o prazo da colheita da marcela

Porém a estrada que leva é a mesma que nos trará
Talvez introspectivo, tenhamos que mais “pensá”
Se a humanidade quer tanto e nunca cansa de “alcançá”
Não há ciência, nem reza que nos possa “libertá”

Me dou conta a cada dia da pequenês da existência
Me revolto e busco o preço para adquirir indulgência
O povo assiste assustado a derrota da irreverência
E quando o sapato aperta se ajoelha e pede clemência

Porque será que a esta hora buscamos mais compreenção
Uns consumidos em si mesmos por excesso de informação
Outros não ligam pra nada, ignorantes que são
Alguns morrem por doença e outros por inanição.

E assim cordato, reflito, busco um significado
Pra que servem os bons caminhos pra tantos que estão parados
Obra dos alienígenas falta significado
Porquanto a lua se acende o sol se some apagado