O arquimilionário americano Richard Branson – o maior, pelo menos no Mundo Ocidental – realizou a viagem de estreia da nave espacial de sua fábrica para uma viagem de reconhecimento. Gastou trilhões de dólares neste tempo de calamidade pública. Pelo menos colheu um resultado: ele e seus convidados viram que a Terra é, de fato, redonda. Para o pobre Galileu, foi tarde demais.

Enquanto o ápice da pirâmide, em nossa estrutura hierárquica social, se aventura a descobrir caminhos que os salvem da degradação de nosso Planeta, outros estudiosos, aproveitando os parcos recursos da Ciência, buscam outras formas de salvaguardar o meio ambiente e prolongar nossa vida na Terra.

O Globo Rural deste domingo foi rico em demonstrações nesse sentido. Biólogos, zootécnicos e outros estudiosos buscam, na própria natureza, as soluções para nossos males.

Um engenheiro está fazendo um estudo sobre os diques construídos pelos castores, analisando os materiais que eles usam para dar consistência às obras consideradas perfeitas. Insumos e técnicas empregadas, tudo parecendo milimetricamente calculados, sem erro.

Os apicultores pasmam com a perfeição dos favos de dimensões iguais uns aos outros e com a mesma inclinação necessária para não deixar escorrer o mel.

As formigas e seus túneis! Sua organização social, divisão de tarefas… Que coisa!

Agricultores estão usando defensivos naturais e adubos que não envenenam as plantas.

Pecuaristas empregam os métodos mais saudáveis e naturais para a criação e excelência dos rebanhos.

E as práticas dos antigos camponeses não são desprezadas, apenas aperfeiçoadas.

No Evangelho deste domingo, Amós foi chamado por Deus para ser profeta. Quem, eu? Não sou ninguém, um ignorante, como posso aceitar? Mas Deus o escolheu por ser simples, humilde. E mandou-o censurar os sacerdotes do Templo que adoravam outros deuses, o dinheiro, o poder. E também ao rei, que só queria ficar mais rico, tiranizando os humildes plebeus com taxas e serviços exorbitantes.É claro que Amós foi expulso. Mas não desistiu e saiu pelo mundo a profetizar. As recomendações de Deus foram: não levar bagagem, apenas o manto do corpo e as sandálias. E o cajado. Deixar para trás o supérfluo e acreditar na providência divina, pois o essencial não lhe faltaria.

Nesta pandemia, estamos aprendendo o desapego. Quanta roupa, agasalhos, equipamentos que poderiam ser doados e não nos fariam falta. A vida simples, a humildade que nos iguala a todos os irmãos. A Covid-19 não tem poupado esta ou aquela classe social. Nos leitos de hospital, na morte e no sofrimento das separações dos entes queridos, somos todos iguais.

O certo é viver como as crianças, o dia de hoje. Manter a curiosidade para descobrir e encantar-nos com coisas novas deste mundo de Deus… Admirar os pássaros, as flores, os animaizinhos domésticos, essas criaturinhas que só não falam, mas nos entendem e fazem-se entender.

E a cada manhã agradecer pela vida, lembrando que temos uma missão aqui na Terra: tornar este mundo melhor.