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Vamos fazer as contas?

Vamos fazer as contas?

Estamos chegando ao fim do ano de 2021. Um ano recheado de assuntos controversos, mas que nos deu a esperança de vencer a Covid-19 com a chegada das vacinas ao Brasil. Benditas vacinas, benditos cientistas que, num prazo bem curto – comparado às vacinas de tempos atrás, que levavam anos e anos para serem descobertas –, conseguiram o grande milagre das fórmulas corretas que vieram salvar tantas vidas. Infelizmente, por razões de ideologias políticas que as atrasaram, não chegaram a tempo de salvar mais de seiscentos mil brasileiros.

Agora, enquanto países do mundo inteiro cuidam de suas fronteiras para que nenhum viajante as ultrapasse sem atestar a devida imunização – o passaporte vacinal –, nosso país ainda reluta em aceitar as normas da Anvisa, de acordo com a OMS. Por uma questão de liberdade pessoal, em nome da democracia, dizem eles, esquecem que o direito de cada cidadão vai até aonde começa o direito do outro. E este outro é toda uma comunidade que fica ao desamparo, sujeita à contaminação.

Seremos, talvez, o único país aberto a visitantes estrangeiros sem imunização, que não são aceitos em outras nações para salvaguardar a saúde de seu povo.

Quem ganha com isso? As praias, os hotéis, os resorts, os pontos turísticos mundialmente louvados?

E quem perde? O povo brasileiro, os garçons, as copeiras, os taxistas, os guias turísticos, os balconistas, enfim, toda essa gente que trabalha para garantir o seu e o sustento da família nesses locais. E todos ao cruzarmos com eles nas ruas, nas avenidas, nos parques, nas igrejas…

Mas todo balancete contábil tem também a sua parte positiva. E o crédito deste ano vem da vacinação que prossegue – nem sempre como deve ser – e de ONGs de solidariedade, Pastorais da Saúde, do Alimento, dos albergues, da compaixão do indivíduo comum, que olha com responsabilidade os vulneráveis da vida, pela miséria, por doenças, por falta de um teto e de ânimo para viver. E as Campanhas de Solidariedade se expandem.

Foi tocante ver a alegria das crianças recebendo o Papai Noel, os brinquedos e os alimentos na distribuição da Praça Dr. Rubens da Rosa Guedes, em nossa cidade. Não faltou muita música e brincadeiras.

Noutros locais, a festa não foi menor entre a criançada e os adultos atendidos pelas Pastorais na distribuição de brinquedos e sacolas de gêneros alimentícios. Pelas ruas, notava-se uma algazarra de pessoas felizes, que se sentiram respeitadas, lembradas e bem acolhidas por equipes muito humanas e generosas.

O saldo do ano foi equilibrado. Para os otimistas, alcançou a metade do copo. E os pessimistas consideram que faltou a outra metade.

Que o Natal deste ano seja o coroamento perfeito de 2021, que teve seus méritos. E o Menino Jesus possa renascer em nossos corações e na vida de todos nós.

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