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Comportamento – Atenção Plena – Débora Freitas

Comportamento – Atenção Plena – Débora Freitas

Enquanto você está lendo este Jornal, ao mesmo tempo, está pensando que tem outras coisas para fazer? Enquanto você escova os dentes ou lava a louça a atenção está no ato que você está realizando ou está bem longe dali? Quando seu filho pede para que o escute, você dá a devida atenção ou finge que escuta porque está pensando na tarefa que tem que realizar daqui a pouco? Você tenta fazer várias coisas juntas para não perder tempo? Fica pensando sempre o pior e antecipando o que não aconteceu?

Pois uma das causas do stress é justamente a grande dificuldade de se estar presente no presente, de ter foco e consciência do momento atual.

Quantas vezes nos pegamos agindo de forma tão mecânica que daqui a pouco não temos mais nem certeza se executamos a tarefa: será que fechei o carro? Será que tranquei a casa? Será que tomei mesmo meu remédio? Quem não se vê com estas dúvidas ao longo do dia?

O único momento que temos é o presente, e é nele que precisamos estar. E isto exige esforço e disciplina, mas os benefícios são muitos.

O método de “atenção plena” (também chamado de “mindfulness) não exige nada além do que o próprio nome sugere: atenção! Qual é o segredo? Estar completamente desperto e consciente do momento presente enquanto realiza qualquer outro tipo de tarefa, como nos propõe Mark William, um dos criadores desta técnica. A prática da atenção plena, segundo este autor, além de prevenir a depressão e a ansiedade, também permite retomar o controle de sua vida, interrompendo os padrões de pensamentos negativos que tanto interferem para o nosso bem estar.

Atenção plena e meditação andam juntas, mas se você está pensando que não dispõe de tempo ou local para meditar, isto não impede de realizar esta prática. Algumas técnicas propõem que em um minuto você pode tomar consciência do momento presente e de sua respiração e retomar o autocontrole, conseguindo ter mais lucidez para enfrentar as pressões diárias. E pode-se fazer isto caminhando, no trabalho, na multidão, não importa o local. (Uma pequena técnica: concentre a atenção em sua respiração enquanto o ar flui para dentro e para fora do seu corpo, percebendo as diferentes sensações geradas pela inspiração e expiração, não alterando o ritmo natural e sem esperar que algo especial aconteça. Repita algumas vezes este processo).

O mundo frenético, agitado, acaba nos confundindo e levando-nos a pensar que encontraremos a paz e a tranqüilidade fora de nós. Embora não estejamos conseguindo perceber, a fonte de paz que buscamos está dentro de nós e muito ao nosso alcance. Como diz a música “tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”.

Débora Saldanha de Freitas
Psicóloga
deborafreitas@yahoo.com.br  

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