Hoje, 1º de maio, dia de grande comemoração. Se não fosse o trabalho humano, o que estaríamos comendo agora? Ou vestindo, tendo nosso teto, as escolas, as estradas, os hospitais?

 Bendito seja o que semeia e colhe, o que cria e apascenta os rebanhos, aquele que  transporta os produtos da terra e do campo até a nossa mesa. E os feirantes com seus produtos tão puros, livres de agrotóxicos.
Louvores aos engenheiros, construtores e operários que constroem nossas casas! E as estradas e pontes que nos ligam a outros municípios e estados. Aos advogados que defendem a lei e a justiça.

Benditos sejam os cientistas com suas descobertas para garantir a vida e a sustentabilidade de nosso meio ambiente.

 Ai de nós sem o médico para tratar nossos males, esse amigo que desejamos esteja sempre próximo e atento ao primeiro chamado? E aqueles profissionais que se dedicam a descobrir a origem dos males e os remédios para combatê-los.

Benditas as mães com seu trabalho silencioso, gratuito, mas que é a base de tudo. Da personalidade bem formada, da cultura, da educação, dos bons hábitos de cidadão. E os pais sustentando suas famílias. Louvado seja o trabalho dos professores que não se limitam a ensinar, mas também a formar o aluno e transmitir-lhe a cultura de paz e solidariedade.

Benditos os empresários que trazem progresso ao país, com legiões de empregos e benefícios sociais aos trabalhadores e sociedade em geral. Favorecendo o mercado de trabalho, a indústria, o comércio, os serviços.
Lembro com admiração o Visconde de Mauá e suas ferrovias. Que coragem e determinação! Ainda bem que seu nome ficou, e o exemplo ainda é seguido por empreendedores que não visam apenas o próprio lucro, mas o bem social.

Não esquecendo as artes, louvados os músicos, compositores, cantores e instrumentistas que alegram nossas horas e nos emocionam. Bem como os escritores, poetas, cronistas, romancistas e historiadores que despertam nossos melhores sentimentos humanos, e aos jornalistas e comunicadores ligando-nos no tempo e no espaço a toda a humanidade. E aos artistas do palco e oficinas de onde saem as obras de arte.

Benditas as domésticas que cedo deixam suas casas para cuidar das nossas e dão sabor apreciável às nossas refeições.

Mil graças ao jardineiro que não esquece de acudir ao chamado para manter grama e canteiros em ordem, e as flores no seu mais belo colorido.

Aos técnicos que resolvem os problemas de nossos aparelhos domésticos, elétricos, hidráulicos e de comunicação, computador, celular e outros que nossa  falta de preparo não alcança.

Aos chamados “maridos de aluguel”, aqueles que socorrem as donas de casa nos consertos urgentes e imprevistos do dia a dia…

Às cuidadoras de doentes e idosos, o meu apreço. E aos enfermeiros e enfermeiras que complementam o tratamento médico com desvelo e responsabilidade.

A todos os trabalhadores e trabalhadoras, ativos ou aposentados, do mais graduado ao mais humilde, a minha homenagem, pelo seu dia.

Que nunca lhes falte o trabalho honrado, e seus esforços sejam abençoados por Deus e recebam a merecida recompensa.
Anna Zoé Cavalheiro