Select Page

Crônica do Dia a Dia – Empoderamento – Maria Augusta S. Alves

Crônica do Dia a Dia – Empoderamento – Maria Augusta S. Alves

A palavra empoderamento está em todos os tipos de publicações atuais. Em revistas, jornais, livros.
Sabe-se que esse termo refere-se ao poder de participação conquistado pelas mulheres na luta a favor de seus direitos e oportunidades no trabalho e na sociedade.

As mulheres de antigamente não conheciam este novo e revelador termo que pretende equipará-las aos homens. No casal de eras passadas, o homem era o absoluto provedor e chefe da casa e da família.

A mulher encarregava-se de todo o trabalho doméstico e do cuidado com os filhos. Não possuía autonomia para usar o dinheiro, precisava pedir ao marido para suas compras.

Sei de uma amiga de minha Dinda que perguntou ao seu confessor se roubar da carteira do marido era pecado. Ele acalmou-a dizendo que aquilo também era dela e não havia culpa. Ela repassou às amigas e, então, muitas notinhas foram subtraídas de seus respectivos “senhores”.

Meu pai, na velhice, era muito surdo. Entretanto, minha mãe contava que quando ela vinha pegar uns troquinhos no seu bolso para o café da tarde, ele despertava de sua sestinha ao ouvir o tilintar das moedas.

Aos poucos as mulheres foram-se transformando com os estudos e a cultura adquirida. Quando vim recém-casada trabalhar no “Dinarte Ribeiro”, as colegas, com exceção de uma, tinham já contas separadas e bastante autonomia. Foram vendo que, além dos afazeres domésticos, havia um campo cada vez mais largo para o emprego fora do lar.

O empoderamento é matéria obrigatória na mídia. Há queixas, porque as estatísticas ainda mostram que a mulher não se equiparou até agora aos homens, apesar do talento e criatividade, em salários, posições nas empresas e na política.

O caminho será longo, mas já se veem bons resultados. Nas relações matrimoniais, o homem atualmente divide as tarefas e não se atém só a tirar o lixo. Reparte o turno de cuidar dos filhos pequenos, até nas madrugadas. Leva seu bebê no carrinho para os parques, enquanto mamãe se ocupa em casa ou no emprego. Não há mais aquela inibição dos homens do passado que achavam que mudar uma fralda, carregar no colo um filho o diminuía como macho.

A meu ver, posso perder leitores, mas acho que há um certo exagero no posicionamento da mulher moderna. Algumas criticam e com razão:
“Nunca acreditei que para vender mais cerveja você tinha que colocar a mulher cada vez mais pelada.”


Outra:

“Nossa cultura dá mais valor à aparência das mulheres do que a seu conteúdo.”
Mas as mais ativistas, declarando que são donas de seus corpos e de suas atitudes, expõem-se e não aceitam críticas.

Não aceitam também as gentilezas de seus parceiros. Gestos como abrir a porta do carro, arredar a cadeira para ela sentar-se, pagar a conta em bares e restaurantes.

Empoderamento, busca de direitos e de participação social das mulheres é uma causa muito justa. Porém, falta de dignidade feminina, jamais.

Maria Augusta S. Alves

Sobre o(a) Autor(a)

Já nas bancas

Curta nossa página

Publicidade

Publicidade