As gerações novas de aficionados de Palavras Cruzadas volta e meia se deparam com esse enigma, “o Dia D”, pois a hora H, que seguidamente aparece,  todo o mundo já sabe o que significa. Porém, da II Guerra Mundial eles só conhecem o que cursinhos pré-vestibulares os obrigam a estudar.

 

Pois é, agora, avivando a memória de todos, o Dia D foi a data que deu início à vitória dos aliados, nós inclusive, contra as forças nazistas da Alemanha que desejavam subjugar o mundo. Foi quando milhares de soldados por terra, mar e ar invadiram a Normandia e surpreenderam as tropas inimigas. A partir dessa data, começou para elas o fim e a nossa vitória.

 

Isso me veio à mente porque nossos dias estão chegando lá, ao Dia D. Data em que  2018 vai ficar definido em sua linha de propósitos e de ação. Só então, poderemos saber o que nos reserva o futuro para este ano e os próximos. 

Um dia D diferente em seus propósitos, no entanto. Não se trata de guerra entre o Bem e o Mal. Somos todos filhos do mesmo país, e todos nós queremos vê-lo salvo e no caminho certo.

 

É um verdadeiro Gre-Nal com resultados difíceis de adivinhar. Famíliares que se sentiam à vontade para comentar qualquer assunto em casa agora se cuidam nas palavras para não ferir seus queridos. O campo está dividido. Onde está a razão? Quem vencerá?

 

O medo é inevitável, pois todo lado tem seus fanáticos, e os aparatos de segurança demonstram que há razões para temer.

 

Prevendo bloqueios nas estradas, antecipamos o retorno da praia, e graças a Deus chegamos tranquilos a nossas casas. Que bom estar de volta e encontrar tudo no mesmo lugar. Mas também foi muito agradável a temporada longe da rotina, dos compromissos, dos mesmos assuntos, das notícias alarmantes e das fofocas. De alma leve olhando os novos cenários, pessoas de todos os tipos e origens desfilando a nossa frente, contentes de poder estar na rua à noite, sem perigo de arrastões. Principalmente os que residem em Porto Alegre e cidades maiores, que sensação de liberdade devem sentir! Gozando férias, livres do terno e da gravata dos escritórios, do salto alto e terninhos de funcionárias ou executivas, posso sentir com eles o alívio que lhes dá.

 

Pensando bem, de uma coisa eu não consigo tirar férias, e essa coisa é um olhar para a vida que continuo a lançar. Com gratidão, esperança, fé e compreensão dos anseios de cada um e de todos.

 

Que o Dia D nos traga o melhor resultado, que nos conduza ao reerguimento de nosso amado Brasil e o bem do seu povo sofrido.
Anna Zoé Cavalheiro