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Crônica do Dia a Dia – Um Natal à luz de velas – Maria Augusta S. Alves

Crônica do Dia a Dia – Um Natal à luz de velas – Maria Augusta S. Alves

Há muitos anos atrás – e parece que foi ontem – tivemos um Natal com as luzes apagadas repentinamente. E não foi culpa da CEEE daqueles tempos, mas da arte de dois pirralhos da família.

Em nossa casa moravam dez pessoas, e um muro baixinho a separava da residência de nossos queridos Velhinhos. Ali, nas férias de verão, se hospedavam o mano Geraldo, que era professor universitário, com a esposa e os três filhos. Era tudo como se fosse uma só família. As crianças regulavam de idade e brincavam nos pátios na maior cordialidade.

Ainda vinham de Cachoeira os Dindos e a Dadá.

Todo este povo estava-se preparando para festejar o nascimento de Jesus na maior alegria. Na cozinha à mil, Tereza dava  os retoques finais da ceia. A árvore na sala estava repleta de misteriosos pacotes.

Nélio e meu mano terminavam de instalar as luzes no pinheiro, bem alto, no jardinzinho da frente da casa.

Concluíram satisfatoriamente a tarefa e entraram para se arrumar.

A criançada estava ansiosa, achando que nunca chegaria a hora de abrir aqueles pacotes coloridos.

 De repente, o Dudo e o Fernando entraram muito assustados e nos disseram:

– Deu uma coisa no pinheirinho.

 Fomos olhar, e as luzes piscavam, piscavam até que se apagaram totalmente, assim como as de dentro da casa.

Pânico total, procura de velas, telefonemas sem respostas para os responsáveis pela iluminação, nada.

Os guris tiveram que confessar que andaram mexericando nas luzinhas. Levaram reprimendas e promessas de castigo.

Mas o espírito do Natal prevaleceu. Tudo foi se acalmando. Apareceram lampiões, lanternas, muitos castiçais com velas, e seguiu a tradição da festa. Primeiro o “Noite Feliz”, entoado com muita emoção.

Uma reza de agradecimento por estarmos ali, todos reunidos. Ceia, troca de presentes e, para concluir, todos sentados na área e na calçada, usufruindo da claridade dos vizinhos.

 Foi um Natal inesquecível! A luz estava em nossos corações.

Maria Augusta S. Alves


Maria Augusta S. Alves
Aos nossos leitores tão queridos, os votos de um Natal cheio das bênçãos do Menino Jesus. 

Maria Augusta e Anna Zoé

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