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Crônica do Dia a Dia: Uma homenagem comovente – Maria Augusta S. Alves

Crônica do Dia a Dia: Uma homenagem comovente – Maria Augusta S. Alves

Foi na noite de vinte e oito últimos que recebi uma homenagem da Sociedade Amigos de Caçapava (Sacs), em Porto Alegre. Desde a recepção carinhosa, a entrada ladeada por dois casais amigos até a sorridente e afetuosa “boas vindas” do atual Presidente Flávio Miranda me fizeram sentir em casa.

Também, era um pedacinho de Caçapava, um consulado em plena capital do Estado.

Gente com o mesmo orgulho por suas tradições, que se identificam e fazem aqueles encontros para não perderem de vista, na grande metrópole, a terra que os viu nascer. Têm sempre os olhos voltados para suas necessidades mais prementes e organizam campanhas com extrema generosidade.

Se não viveram, dada a sua faixa etária, ouviram de suas mães e avós as lembranças de uma Caçapava que não existe mais. O frio dos seus invernos, o falado pão quentinho do seu Pedruca, as laranjeiras esbanjando frutas doces, figueiras por todos os quintais, que se doavam naqueles figos suculentos destinados aos tachos onde se transformavam nas melhores figadas que já comemos.

As carroças cheias de marmelos, vendidas em latas, que foram escasseando com o passar dos anos.
E as pipas d´água? O Noca, com seu cãozinho perneta, anotando com sinais de analfabeto os débitos de sua freguesia.

Os cinemas da época, o do seu Mirandinha, que ostentava nos cartazes de propaganda “o estonteante filme…” Outro numa antiga Barraca lá na “Cidade Nova”, que fazia os freqüentadores saírem às pressas, porque a luz da cidade apagava à meia-noite.

E o último? O saudoso Cine Lux do seu Júlio Gervásio, bem mais atualizado, na rua X, com grande frequência.
As matinês ruidosas nos filmes de mocinho, controladas com rigor pelo Bilaca.

E a vida que o Club União tinha? Bailes, reuniões dançantes, orquestras famosas para seu baile de aniversário, no dia 20 de maio, e nas três esperadas noites da Exposição.

A missa das dez dos domingos, com direito depois a uma “avenida” por aquelas ruas de paralelepípedos.

E hoje o orgulho de ver Caçapava crescer, ter boas estradas, comércio, lindas casas e edifícios de apartamentos. Uma cidade em que nem todos se conhecem, aumentada em vilas e periferias.

Senti-me desvanecida pela homenagem, pelo troféu “Clara Haag”, pelas flores e pelos abraços.

Lá estavam o nosso jovem Prefeito Giovani Amestoy e o Presidente do IPERGS Otomar Vivian, com sua Rosa, o qual me comoveu com suas palavras.

A Diretoria, impecável na organização e realização do evento. O Flávio, que ainda considero o menino amigo de infância de meus filhos. E a minha família, até a quarta geração, esta representada pela bisnetinha Rosa, todos sempre me apoiando e me amando.

Foi uma noite surpreeendente e inesquecível.
Obrigada querida SACS!
Maria Augusta S. Alves

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