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Fátima Jovane Nunes – Caçapava Memóra – Luiz Carlos Leão Dias

Fátima Jovane Nunes – Caçapava Memóra – Luiz Carlos Leão Dias

O destacado músico caçapavano Luiz Carlos Leão Dias estaria comemorando seu aniversário de 82 anos no dia 11 de março de 2017. Seu legado artístico e profissional continua vivo entre nós e, com certeza, naquela data o Céu esteve em festa regada com muita música.

Luiz Carlos Leão Dias, o amigo, o conselheiro, o esposo, o pai, o avô, o contador de histórias e, sem dúvida, um grande músico. Filho de Belmiro Chaves Dias e Luiza Leão Dias, nasceu em 11 de março de 1935. Estudou música com Jandira Velasques e, mais tarde, com Oscar dos Santos. Foi casado com Mariza Leal Dias com quem teve como descendentes os filhos Ênio e Adriana, e os netos Leonardo e Mateus.

Luiz Carlos foi o primeiro músico de Caçapava a tocar ao vivo num programa de auditório que descobria talentos entre jovens e crianças. E durante sua carreira artística participou de vários programas da Rádio Caçapava, como o “Carreteando pelos Pagos”, “Rodeio da Sentinela” e “Recordação e Saudade”, além de vários especiais da emissora tocando solo ou acompanhando outros participantes, inclusive seus filhos Ênio e Adriana, e a afilhada Adriana Inácio.

Em seu currículo constam ainda apresentações em programas da RBS TV e TV Cultura. Foi autor de diversas letras e músicas, entre elas “Caçapava” e “Fonte do Mato”, enaltecendo as belezas e riquezas de sua terra natal. Em 1966, na condição de grande colaborador e incentivador da cultura rio-grandense, foi agraciado com o troféu “Destaque”, conferido pela Ordem dos Músicos do Brasil.

Luiz Carlos fez parte do primeiro grupo de danças do CTG Sentinela dos Cerros e das tradicionais quadrilhas e grupos de danças escolares da época. Participou também dos grupos musicais “Jazz e Típica Velasques”, orquestra que animava bailes de carnaval em Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista; “Os Marajoaras” em parceria com seu irmão João Leão Dias, Shoio, Cida, Jesus, Lázaro e Tinoco; “Os Tauras do Teclado” com Luzardo e Adroaldo; “Os Carreteiros da Saudade”, do qual foi um dos fundadores e acompanhava, além das danças, os cantores da época, Vera e Luzana Prade, Adão e Elizabete Dias, Liana Dias e Irmãs Silva; “Grupo Queromana”, com participação na IVª Tertúlia Nativista de Santa Maria, acompanhando a música “Trem da Fronteira”, de autoria de Mário Eleú Silva, interpretada por David Menezes Junior, escolhida a “Mais Popular” do festival; e Grupo de Arte Nativa “Os Chimangos”, onde atuou por vários anos levando sua música ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Brasília, Argentina, Uruguai e Estados Unidos. Participou, ainda, de um festival regional de música onde teve a oportunidade de acompanhar cantoras como Elis Regina, Branca de Neve, Lurdes Rodrigues, Maria Helena Andrade e Neide Ferreira.

Luiz Carlos tinha grande conhecimento sobre música, da história de nossa terra e nossa gente, e gostava muito de estar rodeado de amigos, para uma boa prosa. Certa vez, combinamos de nos encontrar lá na sua propriedade rural denominada de “Capão das Galinhas”, para que ele nos contasse um pouco de suas histórias interessantes. Mas não deu tempo. Ele partiu antes.

Luiz Carlos Leão Dias faleceu no dia 1º de julho do ano de 2002, aos 67 anos de idade.
Encerramos nossa crônica com esta bela frase da escritora Córa Coralina:
“Não morre aquele que deixou na Terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.”

 

Fátima Jovane Nunes
Pesquisadora
fatimajovane@hotmail.com

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