Fisioterapeuta caçapavano é professor universitário em Brasília

Nesta semana o quadro “Nossa Gente” mostra um profissional apaixonado pelo que faz. Os resultados de sua trajetória confirmam esta afirmação. Há nove anos, Julio Zago formou-se em fisioterapia pela Universidade da Região da Campanha (URCAMP), fez estágio no Grêmio Esportivo Bagé e Guarani, de Bagé, e por três anos no S.C. Internacional, seu time do coração.

Em 2016 passou no Doutorado pela Universidade Federal de Brasília (UnB) e se transferiu para Brasília. No ano passado participou de Congresso Internacional de Osteopatia, onde recebeu a premiação de melhor trabalho do evento, concorrendo com diversos trabalhos da Europa e América Latina. Confira a entrevista com o fisioterapeuta.

Gazeta – Por que escolheu estudar Fisioterapia? O que o motivou?
Julio – Sempre me identifiquei com os processos de reabilitação da saúde das pessoas. Minha motivação veio através da observação da atuação da fisioterapia na qualidade de vida, restaurando funções, auxiliando aqueles com dificuldades para andar ou fazer algum movimento corporal. Algumas situações começaram a me marcar, como a lesão do Romário para a Copa do Mundo de 1998 e a do volante Emerson para a Copa de 2002. Ultimamente tivemos o caso da atleta Laís de Souza, dentre outras personalidades e também pessoas próximas que sofreram algum tipo de trauma.

Gazeta – Fale mais sobre sua formação profissional?
Julio – Me formei em fisioterapia pela Universidade da Região da Campanha (URCAMP) em 2009, me especializei em Osteopatia pelo Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos (CBES) em 2012. Logo ingressei no Mestrado em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina do Hospital de Clínicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde então abri um consultório de fisioterapia na cidade de Porto Alegre. No ano de 2016 passei no Doutorado pela Universidade Federal de Brasília (UnB) e me transferi para a capital. Ao longo deste período venho participando de diversos congressos Nacionais e Internacionais de Fisioterapia, expondo meus trabalhos acadêmicos. No ano passado participei do Congresso Internacional de Osteopatia, onde um dos trabalhos que apresentei recebeu a premiação de melhor trabalho do evento, concorrendo inclusive com diversos trabalhos de países da Europa e América Latina.

Gazeta – Como foi a experiência de trabalhar no esporte?
Julio – Foi uma experiência fantástica. Desde o ano de 2006 venho atuando na área de fisioterapia desportiva e traumato-ortopédica. Iniciei minha jornada no Sport Club Internacional, onde permaneci por quase 4 anos. Nesta ocasião, participei da reabilitação de diversos atletas importantes no cenário esportivo e dos momentos mais importantes do clube. Também tive experiência com nosso futebol do interior, onde tive passagens pelo Guarany de Bagé e Grêmio Esportivo Bagé. Também atuei na série prata do futsal gaúcho. Ainda no esporte, atuei em torneios internacionais de tênis.

Gazeta – Há algum profissional em quem se espelhou ou tenha sido uma referência?
Julio – Sim. Na verdade tenho alguns ídolos dentro da fisioterapia. Um deles é meu amigo fisioterapeuta Mauren Mansur, que me abriu as portas no Internacional e me inseriu no cenário desportivo. Outra referência que tenho é o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, que atualmente trabalha no Shandong Luneng, clube do futebol Chinês e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Gazeta – Como surgiu a oportunidade de lecionar na Unieuro? Como está sendo a experiência?
Julio – Brasília é uma cidade com muitas oportunidades para profissionais da área da saúde. Na ocasião, participei de um concurso onde consegui ingressar no Cento Universitário Euro-Americano (UNIEURO), esta, que é uma das maiores universidades de Brasília e pertence ao Grupo CEUMA do Maranhão, que possui em torno de 23 mil alunos.

Gazeta – Qual seu sonho de fisioterapeuta?
Julio – Fazer a diferença na saúde das pessoas ao longo de toda minha vida profissional, e claro, atuar em um grande clube de futebol da Europa.