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Fornecimento de energia elétrica fora dos padrões gera prejuízos para caçapavanos

Fornecimento de energia elétrica fora dos padrões gera prejuízos para caçapavanos

Existem serviços que são essenciais para garantir a rotina das pessoas. Entre eles o fornecimento de energia elétrica dentro dos padrões, porém não é o que está acontecendo em Caçapava. Bairros da cidade e localidades do interior sofrem com a péssima qualidade do serviço, tanto na distribuição como no atendimento oferecido pela RGE Sul. Segundo os produtores rurais os problemas são recorrentes e demoram para ser solucionados.

Na segunda (11), ocorreu uma reunião com o presidente e conselheiro da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (AGERGS), Alcebíades Santini e a presidente da Associação Gaúcha dos Procons Municipais, Márcia Moro.

A pauta do encontro – promovido pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa, representada pelo deputado estadual Valdecir Oliveira (PT) e em parceria com o vereador Luis Fernando Torres (Boca-PT) – foi cobrar melhorias no serviço da RGE em Caçapava.

Relato dos produtores
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Lasier Garcia, os produtores relatam demora no restabelecimento da energia, potência reduzida (energia fraca) e má qualidade de atendimento no posto local.
Durante a audiência o sindicato encaminhou as seguintes demandas: revisão nos postes das redes do interior, uma atendente para receber os pedidos de manutenção de rede e restabelecimento de energia e que o posto de atendimento ao cliente volte para o prédio da RGESul.

João Alberto Nascimento, produtor do Seival, conta que já ficou cinco dias sem luz elétrica. Do dia 29 de abril à 03 de maio de 2018. O leite que estava armazenado, aguardando a coleta, estragou e a produção parou, gerando um prejuízo de mais de R$ 3 mil. O problema no abastecimento também fez com que medicamentos veterinários estragassem, acarretando danos ao produtor. “Terça-feira, dia 12, liguei 14 vezes para a companhia, na sexta tentativa fui atendido. Foram 29 minutos ouvindo as benesses da empresa. Gostam de fazer discurso, mas discursos não resolvem nossos problemas”, desabafa o produtor.

O agricultor relata que num único dia, uma equipe se deslocou até a propriedade cinco vezes. “O contratempo era num transformador. Eles foram para constatar o problema, verificar o acesso, conferir se precisava trocar o equipamento, novamente para se certificar do acesso e por último, na quinta viagem, trocaram o poste”, enumera Nascimento.

Já o secretário adjunto, Joel Ilha, disse que a prefeitura enfrenta problemas com o abastecimento no EFS da Vila Henriques e está preocupada com o aumento da demanda de energia depois que a creche for aberta. “Estamos pleiteando uma rede trifásica e um transformador exclusivo para estes locais. O atendimento odontológico já foi paralisado porque a cadeira do dentista estragou devido as oscilações na rede. O posto tem uma geladeira avaliada em 16 mil, já perdeu mais de cinco mil em medicamentos e vacinas. Já contatamos diversas vezes a companhia e até agora não tivemos resolutividade”, explica Ilha.

O que diz o Procon
De acordo com o coordenador do Procon de Caçapava, João Sérgio Machado, as principais reclamações que chegam são sobre a falta de capacitação da atendente no posto da RGE. “A funcionária é educada, porém leiga no assunto. Além disso, o posto fica dentro de uma loja especializada em motosserras. Há barulho e falta de privacidade para relatar os problemas”, avalia.

Para Márcia Moro, desde que foi repassada a concessão, a RGE Sul está ciente das demandas e de suas responsabilidades em atender os 118 municípios. “Se o interior fica sem energia, consequentemente fica sem água. A companhia falha quando não atende os consumidores num prazo mínimo. Somente com bom senso se consegue fazer alguma coisa, harmonizar as situações”, analisa.

As audiências realizadas até agora mobilizaram técnicos da RGE, Câmara de Vereadores, o prefeito Giovani Amestoy, presidente da União das Associações Rurais, Eduardo Leão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Lasier Garcia, coordenador do Procon Municipal, João Sérgio Machado e o promotor de Justiça, Diogo Taborda.

Por Tisa Lacerda

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