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Caçapavano chega ao topo do Pão de Açúcar, mas não foi de bondinho

Caçapavano chega ao topo do Pão de Açúcar, mas não foi de bondinho

Escalando a rocha, e por uma via bem vertical, Ricardo Dutra Freitas subiu a um dos pontos mais bonitos do Brasil. Ele e a esposa Alice também escalaram o Corcovado

Ver o mundo do alto. Paisagens lindas. E chegar até lá com o esforço do próprio corpo. É essa a experiência que os escaladores como o caçapavano Ricardo Dutra Freitas vivenciam ao subir uma via em uma montanha. Ele deu os primeiros passos rumo ao topo de morros e pedras ainda adolescente, no muro de escalada indoor que havia na Academia da Terra, aqui em Caçapava.

– Comecei a escalar aos 13 anos. Hoje, pratico a escalada indoor e também a escalada em rocha, que é a modalidade mais praticada no Brasil. Ela se subdivide em duas, e eu pratico ambas: a tradicional, que visa chegar ao topo, ao cume de um pico ou uma montanha; e a esportiva, em que o que importa é a dificuldade – contou Ricardo.

O escalador explicou que, em Caçapava, o lugar mais conhecido pelo público em geral é a Pedra do Segredo, mas não tanto entre os praticantes deste esporte.

– De fato, na Pedra do Segredo existem poucas vias. A maioria está nos arredores, como na Pedra da Abelha, que fica atrás da Pedra do Segredo, e na região do Camping Galpão de Pedra. Ali está a maior parte das vias de Caçapava – explicou.

Ricardo costuma praticar a escalada em rocha em pontos do Rio Grande do Sul, como Ivoti, Bagé e Caçapava, aonde vem uma vez ao mês, e também em Santa Catarina. Ele também já praticou o esporte na Argentina e, recentemente, acompanhado da esposa Alice Peres Carasai, nos morros Pão de Açúcar e Corcovado, no Rio de Janeiro.

– Fizemos duas vias, que são muito conhecidas na escalada tradicional brasileira. Uma era uma parede bem imponente, bem vertical, de várias enfiadas, que são os trechos em que se divide a via. Considero essa uma escalada marcante, principalmente uma delas, a que fizemos no Pão de Açúcar. Uma via muito bonita, que se nota de qualquer ponto que se olhe para o Pão de Açúcar. Ela é numa aresta que tem como se fosse um risco laranja, um granito laranja muito bonito – disse o escalador caçapavano.

Para quem é iniciante no esporte, ou tem interesse em praticar a escalada no futuro, Ricardo deixa seu incentivo:

– Procurem um curso de escalada. Hoje existem muitas pessoas e entidades que ofertam cursos. Esse é o ponto principal para se realizar a escalada com segurança. No mais, é se entregar ao esporte, viajar e curtir – finalizou.

Ricardo e a esposa Alice no topo de Pão de Açúcar após concluir a escalada

Fotos: arquivo pessoal

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